52. Os passos do conhecimento que conduzem ao futuro do território

52. Os passos do conhecimento que conduzem ao futuro do território

52. Os passos do conhecimento que conduzem ao futuro do território

100 ANOS DO DISTRITO DE SETÚBAL, 100 ACONTECIMENTOS.
A história do Instituto Politécnico de Setúbal, que catapultou a região e afirmou-se como uma das principais referências do ensino superior em termos nacionais

A “fornada” inicial de diplomados registou-se em 1990. Eram estudantes do curso de formação de educadores de infância e professores do 1.º ciclo do ensino básico (bacharelato). Tinham integrado a primeira turma, criada em 1987, da Escola Superior de Educação, e entravam assim para história do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), que fora fundado em 14 de outubro de 1979.

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Cerca de 11 anos distaram entre a criação daquela que se apresenta como única instituição de ensino superior no distrito – e que se afirmou como uma das principais referências da rede pública de politécnicos em Portugal – e a “oferta” da primeira geração de diplomados ao mercado.

O objetivo do IPS estava há muito definido: “responder aos desafios de um distrito com forte tradição industrial e uma elevada percentagem de população jovem residente, fruto  do aumento demográfico ao longo da década de [19]70”, lê-se no historial publicado no site da instituição.

A Escola Superior de Tecnologia (ESTSetúbal) e a Escola Superior de Educação (ESE) foram as primeiras do IPS a nascer. Mas, antes o IPS até teve de “ir” a Lisboa para depois se fixar em Setúbal.

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“Após a instalação provisória no edifício da antiga Escola Superior de Medicina Veterinária, em Lisboa, o Palácio Fryxell foi a primeira localização, em Setúbal, numa altura em que ainda funcionava em regime de Comissão Instaladora, em 1983. Este edifício histórico, fundado em 1655 e situado no coração da cidade, acolheu também as comissões instaladoras da ESE/IPS e da ESTSetúbal/IPS, bem como os Serviços Centrais, e funcionou como sede do Politécnico de Setúbal.”

De acordo com a instituição, o palácio acolheu “as atividades iniciais das duas primeiras escolas, em paralelo com as atividades letivas que decorriam na antiga Fábrica Barreiros, onde atualmente se encontra instalado o IEFP”.

Até que “veio” o campus, edificado junto das Praias do Sado. Primeiro foi construído o edifício da ESTSetúbal, que começou a receber atividades letivas em 1988; depois foi a vez da ESE, que ficou concluída em 1992 e cuja arquitetura, da autoria de Álvaro Siza Vieira, viria a ser reconhecida – o edifício foi “distinguido com o Grande Prémio Nacional de Arquitetura, no ano seguinte”.

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A crescer de quatro em quatro

O crescimento do IPS prosseguiu e quatro anos volvidos, em 1996, já contava com um terceiro edifício – o da Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE/IPS), que havia sido criada em 1994. E em 2000 este último espaço haveria de acolher a instalação da Escola Superior de Saúde (ESS/IPS). Até esta data, o IPS como que crescia de quatro em quatro anos.

Por essa altura, a oferta e a notoriedade já se tinha alastrado, como o atesta uma necessidade sentida anterior. “Num momento em que o Politécnico de Setúbal começava a atrair cada vez mais candidatos de todo o País, tornou-se necessário construir uma Residência de Estudantes, que entrou em funcionamento em 1998, para alojar os estudantes deslocados”, sublinha o IPS, na mesma publicação.

A expansão para outro território da península de Setúbal seria traduzida pela concretização de outro campus, no Barreiro. “Com o objetivo de alargar o âmbito de atuação e levar o ensino superior a um maior número de pessoas no distrito, em 2007 é construído um novo campus na cidade do Barreiro, que passa a albergar uma segunda Escola Superior de Tecnologia, a ESTBarreiro/IPS,  edifício que ganha o Prémio Internacional de Arquitetura em 2009”, realça o IPS.

Atualmente, o IPS já disponibiliza 31 licenciaturas, 28 mestrados, oito pós-graduações e 34 cursos técnico superiores profissionais.

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