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Fundada em novembro de 1977 e a sua criação está intimamente ligada ao processo de fundação da Universidade Nova de Lisboa
A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova (FCT NOVA) foi fundada em novembro de 1977 e a sua criação está intimamente ligada ao processo de fundação da Universidade Nova de Lisboa (UNL) e ao projeto de modernização do ensino superior português desenvolvido durante a década de 1970.
Sob a liderança do Professor Doutor Fraústo da Silva, começou a delinear-se uma universidade inovadora, planeada para acolher até oito mil estudantes e destinada a instalar-se na Quinta da Torre, no Monte de Caparica. Em setembro de 1974, já se encontravam definidas as cinco grandes áreas científicas que orientariam o desenvolvimento da nova universidade: ciências exatas e naturais, ciências humanas e sociais, artes, ciências aplicadas e tecnologias, e ciências médicas e paramédicas.
Nos primeiros anos, a universidade funcionou em instalações provisórias no Seminário dos Olivais, em Lisboa. Foi aí que, no ano letivo de 1975/76, teve início a licenciatura em Engenharia Informática, uma das primeiras apostas da futura faculdade tecnológica. Entretanto, em novembro de 1977, o Ministro da Educação, Professor Doutor Mário Sottomayor Cardia, promoveu uma reorganização da Universidade Nova de Lisboa, dividindo-a em quatro unidades orgânicas: a Faculdade de Ciências e Tecnologia, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, a Faculdade de Economia e a Faculdade de Ciências Médicas.
A criação formal da FCT NOVA ocorreu através do Decreto-Lei n.º 463-A/77, de 10 de novembro de 1977. A nova faculdade manteve desde o início a intenção de se instalar no Campus da Caparica, concretizando assim um projeto que vinha sendo preparado desde a fundação da Universidade. A primeira Comissão Instaladora da FCT NOVA, presidida pelo Professor Doutor Lício Godinho, teve a responsabilidade de organizar os recursos humanos, estruturar os departamentos, definir os cursos e acompanhar as obras do futuro campus universitário.
Desde a sua génese, a FCT NOVA distinguiu-se por uma oferta formativa inovadora. Entre os primeiros cursos criados destacavam-se as licenciaturas em Engenharia de Produção Industrial, Engenharia do Ambiente, Matemática, Química Aplicada, Engenharia Geológica, Engenharia Física e dos Materiais e Engenharia Informática. Segundo o professor e investigador, Hermínio Duarte Ramos, esta aposta representou “uma perspetiva inovadora em relação às ofertas tradicionais das outras universidades”, contribuindo para a renovação do ensino científico e tecnológico em Portugal.
Em 1979 foi elaborado o primeiro projeto de estatuto da Faculdade, definindo-se uma estrutura organizada em departamentos científicos especializados, como Matemática, Informática, Física, Química, Ambiente e Ciências da Terra. Paralelamente, avançava a construção das infraestruturas necessárias para acolher a comunidade académica no Monte de Caparica.
Um dos momentos mais importantes para a instituição ocorreu a 20 de março de 1980, quando os primeiros edifícios do campus foram inaugurados com a presença do Presidente da República, General Ramalho Eanes. A transferência das instalações provisórias dos Olivais para a Caparica decorreu entre dezembro de 1981 e janeiro de 1982, concluindo-se assim o período de instalação da Faculdade.
Ao longo das décadas seguintes, segundo Hermínio Duarte Ramos, a FCT NOVA consolidou-se como uma referência nacional e internacional. A instituição expandiu a sua oferta educativa, criou novos cursos de engenharia e áreas inovadoras como a Engenharia Biomédica e a Conservação-Restauro, e desenvolveu uma intensa atividade de investigação científica.
Segundo a Câmara Municipal de Almada, a faculdade tornou-se “uma das mais importantes escolas de ciência e tecnologia do País”, destacando-se pela qualidade do ensino, pela excelência da investigação e pela elevada empregabilidade dos seus diplomados.
A relação entre a FCT NOVA e o concelho de Almada tem sido igualmente marcante com a realização de parcerias “constantes” estabelecidas com a câmara municipal, que têm contribuído para o desenvolvimento de projetos estratégicos nas áreas do ambiente, proteção civil e avaliação de riscos costeiros.
Atualmente, a FCT NOVA conta com cerca de oito mil estudantes, quatrocentos docentes e mil investigadores. A sua estrutura integra dezasseis unidades de investigação, das quais catorze foram classificadas com as avaliações de Excelente ou Muito Bom pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
A produção científica desenvolvida na instituição permitiu a integração em importantes redes internacionais de investigação e a participação em consórcios com universidades de referência da Europa e dos Estados Unidos, incluindo o MIT, a Carnegie Mellon University e a Universidade do Texas.