30 Novembro 2022, Quarta-feira
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AISET leva a debate estratégias para criação e retenção de talentos na indústria da Península de Setúbal

O aumento do salário é apontado como importante para ‘agarrar’ talentos, mas a capacidade de motivação por parte das empresas também  

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“As pessoas são o maior capital das empresas”, a afirmação é de Luís Morais, representante do conselho fundador da Associação da Industria da Península de Setúbal (AISET), e responsável da empresa Megasa, na abertura do “Meeting de Capital Humano”, que está a decorrer no auditório da Câmara Municipal do Seixal.

Um encontro que junta responsáveis de várias empresas da indústria instalada na Península de Setúbal, entre outras entidades, num debate que procura encontrar estratégias que caminhem no sentido de uma solução para criar e reter mão-de-obra qualificada no território.

O tom das intervenções na abertura do encontro incidiu, essencialmente, na mesma nota: “Para uma indústria crescente é preciso que as pessoas tenham mais capacitação”, expressou Luís Morais que foi acompanhado na sua afirmação pelo vice-presidente da CIP, Armindo Monteiro, e pelo vice-presidente da Câmara do Seixal, Paulo Silva, autarca que a partir de amanhã passa a assumir a presidência da autarquia em substituição efectiva de Joaquim Santos.

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Para o responsável da Megasa, empresa instalada no concelho do Seixal, um dos problemas da escassez de mão-de-obra qualificada na península e no País, passa pela “erosão demográfica” e também pelo processo migratório, mas também por uma questão ao nível do ensino e formação que consiga responder às necessidades da indústria na península. “A população mais jovem tem mais habilitações, mas não tem conseguido responder à exigências da indústria”. Por outro lado, mais formação “não significa que tenham melhores competências que as gerações anteriores”

São questões que levam o membro do conselho fundador da AISET afirmar que o Estado tem de investir mais nos vários níveis de ensino, e também as empresas pela parte que lhes cabe. “O desafio da AISET é precisamente lançar a reflexão e não encontrar culpados”.

Também para Armindo Monteiro, vice-presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) o “grande capital de Portugal é o humano. Este é a locomotiva de todo o desenvolvimento”, e com o País “confrontado com a escassez de mão-de-obra especializada, tem de a criar e reter”. Corrobora assim o que disse o responsável da AISET, mas foi mais longe: “Faltam empresários e discentes para formar as pessoas”. Ao mesmo tempo frisou que esta matéria “não é uma questão de ideologia política nem económica, sim o facto de onde há talento há riqueza”, e realçou a importância da AISET trazer para debate uma matéria fundamental no alinhamento de estratégias de desenvolvimento.

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No caso dos empresários, para conseguirem ser competitivos, Armindo Monteiro defende que têm de apostar também na criação de talento e retê-lo no País, para isso os negócios “têm de ter valor acrescentado”. Isto inclusivamente é válido para se “conseguir aumentar o salário mínimo”, ou seja, “se não conseguirem este aumento é porque não foi criado valor acrescentado”. “As empresas têm de conseguir produtos e serviços capazes de subir na cadeia de valor na cadeia de riqueza”, afirma.

Sobre o aumento salarial, diz que o mesmo “é importante”, mas o mesmo acontece também com a capacidade dos empresários saberem cativar os trabalhadores. “As lideranças têm de ser capazes de criar projectos motivadores. O salário é importante, mas é preciso motivação para liderar projectos”, diz. Mas aqui defende que o Estado Central também tem de “encontrar formas que permitam aos empresários potenciar os esforços e criarem condições para que os projectos vinguem e se tornem um sucesso”.

A fechar o painel de abertura do “Meeting de Capital Humano”, o vice-presidente da Câmara do Seixal, Paulo Silva, colocou a questão do aumento salaria na primeira linha para que as empresas consigam sucesso nos seus projectos. “Sem aumento do salário vai ser difícil aumentar a competitividade”, e frisou: “Quando as pessoas têm dificuldade para sustentar a sua família e pagar as suas contas, não conseguem ter um pensamento totalmente dedicado à produtividade”.

Quanto ao potencial do concelho do Seixal, o autarca lembrou que, de ano para ano, este tem conseguido atrair cada vez mais pessoas para viverem e trabalharem no território. E o facto é que “nos últimos cinco anos as empresas sediadas no concelho têm apresentado crescimento positivo”, uma vitalidade que “não paralisou” com a pandemia covid-19; “continuou a crescer”.

Para o autarca, se as grandes empresas no estrageiro reconhecem a capacidade dos trabalhadores portugueses, “isso também tem de acontecer em Portugal”, e focou que esta não é uma questão de ideologia política e económica, mas sim de visão de crescimento. E focou o caso da grande empresa farmacêutica Hovione que está a instalar-se no concelho do Seixal e, numa primeira fase, “já contratou 200 trabalhadores qualificados”.

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