Vivemos tempos exigentes. Tempos em que a mentira se propaga mais depressa do que a verdade, em que as falsas promessas procuram substituir o trabalho sério, e em que o populismo tenta ganhar espaço à custa da confiança nas instituições e na política de proximidade.
São precisamente nestes momentos que o papel dos autarcas se torna ainda mais relevante. Todos os dias, nas freguesias, nos municípios e junto das populações, somos nós que enfrentamos os problemas reais das pessoas. Somos nós que damos a cara perante as dificuldades, que procuramos soluções para as emergências, que trabalhamos muitas vezes longe dos holofotes, movidos apenas pelo sentido de missão e pelo compromisso com as comunidades que servimos.
Apesar de sermos tantas vezes, o elo mais vulnerável do sistema político português, somos também a sua maior força. Porque é no poder local que a política ganha rosto, humanidade e credibilidade. É no contacto diário com os cidadãos que se constrói a confiança e se demonstra que vale a pena acreditar no serviço público.
Por isso, nunca esqueçamos os valores que nos orientam, os princípios que herdámos e que todos os dias defendemos. Continuemos fiéis ao caráter, à honestidade, ao trabalho e à dedicação às nossas populações. Não nos deixemos desviar pelo ruído, nem desanimar pelos obstáculos que inevitavelmente surgirão no caminho.
O nosso dever é continuar a servir, a construir e a acreditar.
E enquanto houver desafios para enfrentar, enquanto houver pessoas para apoiar e comunidades para desenvolver, manteremos firme o nosso compromisso.
Porque, enquanto houver estrada para andar, nós vamos continuar. Nós vamos continuar.