A Regressão social e o futuro

A Regressão social e o futuro

A Regressão social e o futuro

, Ex-bancário, Corroios
23 Junho 2026, Terça-feira
Ex-bancário, Corroios

A marcha da humanidade ao longo dos séculos, sempre teve altos e baixos. Guerras, Epidemias devastadoras, fanatismo religioso, esclavagismo, Feudalismo, e atualmente é o capitalismo que vigora em grande parte do planeta. Mas o resultado desse caminho sempre foi progressivamente positivo porque a moral e o bem, é que sempre foram referenciados e enaltecidos, e não o resultado dos instintos mais básicos, primários e desumanos. Além disso, a evolução da técnica e da ciência, têm, como se sabe, dado um forte contributo para a superação da maioria das doenças. Tantas delas, felizmente, mesmo já erradicadas.

No entanto, devido à natureza exploradora do capitalismo que visa sobretudo o lucro em benefício de uma ínfima minoria, as guerras, a pobreza, algumas doenças e até mesmo a fome, ainda afetam muitos milhões de seres humanos.

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Vem esta introdução a propósito dos tempos conturbados e perigosos que vivemos.

Nas últimas décadas, a riqueza está cada vez mais concentrada. Principalmente no ocidente. Veja-se o caso da que ainda é considerada a maior potência; os EUA: uma ínfima minoria acumula tanta riqueza como boa parte da humanidade. E controla as principais instâncias de poder do país. Uma autêntica oligarquia.

Temos de reconhecer que a tal minoria privilegiada pelo capitalismo, tem feito um excelente serviço no sentido da manutenção desse privilégio. Criando partidos políticos que exploram os piores e mais básicos sentimentos que colocam os explorados, os trabalhadores, os povos, uns contra os outros. O racismo, a xenofobia, a culpa e o ódio contra o que vem de fora, o emigrante, o refugiado.  Que o são, por culpa do próprio sistema que provoca assimetrias sociais e geográficas e guerras.

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Portanto, a extrema-direita e o neo-fascismo que se alimentam das crescentes desigualdades e da desilusão com as políticas dos principais (até agora) partidos do sistema. Da direita e da ainda auto-denominada social-democracia e que elegem como inimigos os emigrantes. Veja-se o que se passou recentemente na Irlanda do Norte, mas também em tantas outras situações idênticas.

Este, não é o caminho normal da humanidade. Não é o voto nesses charlatães e criadores de ilusões dos quais o partido do senhor Ventura é aqui o lídimo representante.

Um dia destes, de calor intenso, vinha de Lisboa cogitando sobre estes assuntos, chego a Corroios e deparo-me com um um grupo de jovens, rapazes e raparigas, a montarem uma pequena banca. Eram da JCP. Aproximei-me e dei-lhes os parabéns. Uma das jovens questionou: “porque é que nos está a dar os parabéns?” Propositada e provocadoramente, respondi: Porque pensava que a JCP já tivesse desaparecido.

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Desaparecido!? Antes pelo contrário! Responde outro. Até está a crescer. Desde quando? “Desde pelo menos há um ano e tal quando eu entrei”.

Não foram para a praia. Lá estavam a divulgar os artistas da Festa do Avante, a venderem a respetiva EP, a falarem do futuro, a caminharem no sentido certo da marcha da humanidade.

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