Pedro Dominguinhos diz que região continua abaixo da média nacional em vários indicadores

Pedro Dominguinhos diz que região continua abaixo da média nacional em vários indicadores

Pedro Dominguinhos diz que região continua abaixo da média nacional em vários indicadores

Responsável por acompanhar o PRR apontou a escassez de vagas em creches e no pré-escolar assim como a dificuldade em atrair professores

O presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) , Pedro Dominguinhos, destacou, o potencial humano da Península de Setúbal, considerando que se trata de um dos ativos menos valorizados da região.

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“Estou na Península de Setúbal há mais de 30 anos e há algo que tenho de reconhecer que é pouco valorizado: o capital populacional”, referiu.

O responsável falava na cerimónia de abertura da conferência “Infraestruturas, Mobilidade e Competitividade na Península de Setúbal”, que decorre durante todo o dia de hoje.

Segundo o presidente do PRR, existem atualmente condições mais favoráveis para promover mudanças estruturais nas regiões, mas alertou que sem uma união de esforços será difícil concretizar essa transformação. “Sem uma congregação de vontades, dificilmente uma região consegue almejar a mudança”, sublinhou.

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Pedro Dominguinhos referiu preocupação com os indicadores socioeconómicos da região. Referindo-se aos dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), afirmou que são números dos quais “todos nos devemos envergonhar”, lembrando que a Península de Setúbal continua consecutivamente abaixo da média nacional em vários indicadores.

Ainda assim, considera que é possível definir metas ambiciosas para a próxima década, frisando que “isto é um trabalho coletivo” e que a construção de uma visão comum é essencial para garantir o sucesso futuro da região.

No âmbito do PRR, defendeu uma aposta clara na modernização e digitalização das empresas. O responsável destacou também a importância do capital de risco, referindo que “desempenha um papel fundamental” no crescimento empresarial.

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Segundo explicou, os investimentos realizados nos últimos anos têm permitido que várias empresas portuguesas ganhem dimensão internacional. Destacou igualmente que mais de mil milhões de euros foram investidos em empresas financiadas por capital de risco.

Pedro Dominguinhos chamou ainda a atenção para a forte dependência da região em relação às grandes empresas e para os níveis de investimento abaixo da média nacional. “Precisamos de mais investimento”, afirmou.

Entre as prioridades identificadas, destacou a necessidade de reforçar a articulação entre o sistema de ensino e o tecido empresarial. O responsável defendeu uma maior cooperação entre instituições como a Universidade Nova, o Instituto Politécnico de Setúbal, o Instituto Piaget e a Egas Moniz para responder às exigências atuais de competitividade.

Abordou também os desafios sociais da região, apontando a escassez de vagas em creches e no pré-escolar e a dificuldade em atrair professores. Recordou que, na margem norte, algumas dessas carências foram ultrapassadas através de soluções de alojamento para docentes.

A concluir, Pedro Dominguinhos mostrou-se otimista quanto ao futuro da Península de Setúbal. “Estou convencido de que o capital existente na região nos permite olhar com mais confiança para o futuro”, afirmou, ressalvando, porém, que “isso é um trabalho coletivo de todos”.

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