Diretor geral da AISET sublinha que Portugal atravessa um processo de reindustrialização, apesar de continuar atrasada face a outras economias mundiais
O diretor-geral da Associação da Indústria da Península de Setúbal (AISET) considera que a região reúne condições únicas para reforçar papel industrial
Segundo o responsável, a indústria deve se assumir como a principal prioridade de investimento, não apenas para as empresas já instaladas, mas também para a atração de novos investidores. o diretor salientou ainda que a península beneficia de condições geográficas favoráveis e surge numa altura em que a Europa atravessa um processo de reindustrialização, apesar de continuar atrasada face a outras economias mundiais.
O responsável falava na cerimónia de abertura da conferência “Infraestruturas, Mobilidade e Competitividade na Península de Setúbal”, que decorre durante todo o dia de hoje.
Na sua intervenção, defendeu que, “havendo o esforço industrial, a península tem todas as condições”, graças à sua tradição industrial e à existência de empresas competitivas sendo na sua ótica também que é necessário transformar as oportunidades existentes em verdadeiras cadeias de valor e reconhecimento.
O responsável, destacou também os desafios relacionados com a mão de obra. “Precisamos de ter capital humano que seja adequado a estas transformações”, afirmou, defendendo a atração de trabalhadores de outras regiões. Segundo explicou, é importante conseguir fixar parte dos milhares de trabalhadores que diariamente se deslocam para Lisboa, assim como atrair profissionais da margem norte para a margem sul.
Nuno Maia acredita que as empresas da região continuarão a necessitar de mais trabalhadores e a criar novas oportunidades de emprego. “As empresas vão precisar de atrair pessoas e, com isso, vamos ter possibilidade de aumentar o PIB regional, assim como gerar mais rendimento económico na Península”, sublinhou.
O diretor-geral, apontou ainda a economia azul como uma área estratégica para o desenvolvimento regional, referindo que o setor industrial possui “uma estratégia clara e definida”. “Não é para fazer mais do mesmo. Temos de crescer e temos de melhorar”, afirmou, defendendo igualmente o papel determinante do setor financeiro, uma vez que “nada neste ciclo se inicia sem um enorme esforço” de financiamento.