Presidente revela que a Transtejo vai estudar ligação fluvial entre a Moita e o Parque das Nações

Presidente revela que a Transtejo vai estudar ligação fluvial entre a Moita e o Parque das Nações

Presidente revela que a Transtejo vai estudar ligação fluvial entre a Moita e o Parque das Nações

Responsável pela empresa assumiu o compromisso de avançar com um estudo sobre a ligação, em articulação com a Câmara da Moita

O presidente da Transtejo/Soflusa assumiu o compromisso de realizar um estudo para avaliar a criação de uma nova ligação fluvial entre a Moita e o Parque das Nações, em Lisboa. Rui Ribeiro Rei revelou a informação adiantando que há a necessidade de reforçar a oferta de transportes públicos e melhorar a resposta à procura dos passageiros.

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O projeto pretende integrar uma estratégia mais abrangente de criação de uma rede de mobilidade no arco ribeirinho sul, permitindo melhorar as ligações entre as duas margens do Tejo e aproximar os concelhos da margem sul de Lisboa.

Para avaliar a viabilidade da ligação entre a Moita e o Parque das Nações, estão já a ser realizados trabalhos de monitorização de correntes e levantamentos batimétricos, garantiu o responsável. Estes vão permitir conhecer as condições de navegabilidade e preparar o desenvolvimento do projeto.

A intenção passa por garantir maior rapidez nas deslocações, com uma frota adaptada às necessidades dos passageiros, através de embarcações mais rápidas e ágeis.

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A necessidade de reforçar a oferta de transporte público foi outro dos temas centrais da intervenção. A empresa responsável pelas travessias fluviais no rio Tejo reconhece que o aumento da procura, associado à gratuitidade do passe Navegante, não foi acompanhado por um crescimento equivalente da oferta.

“Demos a gratuitidade, mas não aumentámos a oferta”, criticou em referência às dificuldades sentidas pelos passageiros, nomeadamente nas horas de maior procura. Foi também referido que, para aumentar a capacidade de transporte, foram retirados bancos de algumas embarcações, permitindo transportar mais passageiros em pé. Ainda assim, a necessidade de melhorar a resposta ao número crescente de utilizadores continua a ser uma prioridade.

O presidente da Transtejo/Soflusa defendeu que a falta de decisões e de concretização de projetos acaba por prejudicar diretamente os cidadãos. “Se não fizermos nada, estamos a prejudicar os nossos cidadãos”, alertou, considerando que as entidades responsáveis devem cumprir a sua missão e avançar com soluções.

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A este propósito, foi recordado o trabalho desenvolvido em Algés como exemplo daquilo que considera ser o cumprimento dessa responsabilidade.

O responsável defende, assim, uma maior articulação entre entidades e municípios, sublinhando que a concretização de uma rede de transportes mais abrangente depende da cooperação entre diferentes operadores e instituições.

“A Transtejo é o operador com maior mobilidade, e não vivemos sozinhos, precisamos de todos”, concluiu.

Entre as medidas anunciadas está o reforço das frequências em Algés, previsto para novembro. A ligação de Cacilhas foi apontada como exemplo de uma operação com maior frequência e, consequentemente, com um serviço reforçado.

Atualmente, a Transtejo/Soflusa dispõe de uma frota de 30 embarcações, dez das quais elétricas. A empresa pretende adaptar progressivamente a operação à procura, garantindo maior eficiência e capacidade de resposta.

A intervenção ficou também marcada por críticas à burocracia e aos entraves que, na perspetiva do responsável, dificultam a concretização de projetos de mobilidade. “Os burocratas não querem que se faça nada, que o país permaneça no estado de imobilidade, no vai-se andando, coisa tipicamente nacional”, afirmou.

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