Câmara anuncia medidas para apoiar munícipes mais sobrecarregados com fatura da água

Câmara anuncia medidas para apoiar munícipes mais sobrecarregados com fatura da água

Câmara anuncia medidas para apoiar munícipes mais sobrecarregados com fatura da água

Apoio às pequenas empresas e comércio local será já implementado, mas terá retroativos a março deste ano; tarifário social será aplicado automaticamente às associações e instituições sem fins lucrativos; e tarifa zero para resíduos destinada aos consumidores domésticos sem consumo de água

A Câmara Municipal de Setúbal anunciou, na quinta-feira, que vai implementar três medidas para apoiar os munícipes mais sobrecarregados com a atualização das tarifas de água e saneamento, ao mesmo tempo que vai “reforçar o modelo de governação dos Serviços Municipalizados de Setúbal (SMS)”.

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As três medidas visam, segundo a autarquia, “proteger quem mais está exposto ao aumento de custos imposto pela Amarsul”, entidade responsável pela recolha e tratamento de resíduos.

A primeira passa por “um apoio extraordinário às pequenas empresas e ao comércio local”, o qual será adotado de imediato. Porém, a sua aplicação terá efeitos retroativos. “A alteração ao regulamento que fará baixar a fatura dos pequenos negócios já foi aprovada em reunião de câmara, mas os prazos legais só permitem que entre em vigor em outubro. Para que os pequenos consumidores, como o comércio, serviços, restauração e pequenos alojamentos, não fiquem penalizados durante esse período de espera, o apoio cobrirá esses meses, com efeitos retroativos às faturas a partir de março deste ano”, afirma a edilidade, em nota de Imprensa.

A segunda medida passa pela “aplicação automática às associações e instituições sem fins lucrativos do tarifário social existente, para que as quase três centenas de organizações que têm direito a este tarifário mais baixo beneficiem já do mesmo”, adianta.

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Por último, a terceira medida consiste na “introdução de uma tarifa zero para resíduos, destinada aos consumidores domésticos sem consumo de água”. E o município explica: “A Amarsul impõe-nos um custo com o qual não concordamos e contra o qual estamos a lutar, não excluindo a possibilidade de agir judicialmente. Ao mesmo tempo que faremos tudo para baixar o valor cobrado pela Amarsul, em conjunto com os outros municípios da região, porque esta é a raiz do problema, vamos fazer tudo o que está ao nosso alcance para que esse custo pese o menos possível na vida das pessoas”.

O objetivo é “ir ao limite da eficiência dos SMS para baixar custo às famílias e às empresas de Setúbal”, assegura Paulo Maia, vereador da Câmara Municipal”, citado na mesma nota. O autarca, que detém o pelouro financeiro da autarquia setubalense, vai passar a integrar o conselho de administração dos SMS, por proposta do executivo municipal. Ainda acordo com a autarquia, esta medida “tem um mandato claro: articular mais a gestão financeira da Câmara e dos SMS e potenciar ao máximo de eficiência, garantindo a qualidade do serviço e reduzindo o peso dos custos na vida dos munícipes”.

Soluções trabalhadas “desde início”
Questionado por O SETUBALENSE, Paulo Maia refuta que a implementação das medidas agora anunciadas represente um recuo do município face à polémica instalada. “O município está desde o início a estudar e a implementar soluções”, sublinha o vereador, antes de se debruçar sobre o contexto de cada uma dessas medias.

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“Já tínhamos anunciado em janeiro que seria feita a alteração ao regulamento para baixar a fatura aos pequenos negócios e, face a ser apenas possível entrar em vigor em outubro, estudámos a melhor opção para que não tivessem de suportar o hiato de tempo”, lembra. “Identificámos que muitas associações não tinham aderido ao tarifário social e decidimos ajudar nesse processo”, justifica sobre a segunda medida. “Por fim, ouvimos as sugestões de implementar a tarifa zero, por ser possível e também justa”, revela. “Isto é um sinal de que temos vindo a trabalhar há já algum tempo com os serviços e a equipa de consultores externos em soluções, que têm de ser estudadas e merecem de cabimento técnico e legal”, frisa.

O vereador deixa ainda a porta aberta a eventuais ajustamentos das tarifas num futuro próximo. “Estamos sempre a estudar melhorias e ouvimos as soluções que nos têm sido propostas. Estas medidas foram estudadas e podem ser implementadas. Agora vamos procurar mais soluções para que seja possível respondermos a este flagelo dos aumentos da Amarsul. Há que deixar claro que este é o grande entrave e enquanto a Amarsul continuar a sufocar os municípios com tarifas injustas teremos sempre limitações no que é possível fazer dentro do quadro legal”, conclui.

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