2 Fevereiro 2023, Quinta-feira
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Faleceu Fernando Pedrosa – histórico presidente do Vitória [ACTUALIZADA]

O antigo dirigente, ligado às grandiosas conquistas do clube sadino, tinha 91 anos

 

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O universo do Vitória Futebol Clube está de luto. Morreu, neste domingo, Fernando Pedrosa, que presidiu ao clube setubalense por quatro ocasiões entre as décadas de 1960 e 1990.

Tinha 91 anos e, enquanto dirigente, esteve ligado às grandiosas campanhas europeias dos sadinos (oitavos-de-final na antiga Taça das Taças e quartos-de-final na também antiga Taça UEFA) e às conquistas de duas Taças de Portugal. Fica ainda ligado à construção do Estádio do Bonfim.

O funeral está marcado para esta terça-feira, com a saída da Funerária Armindo, responsável pela realização do mesmo, a acontecer pelas 11 horas para o Crematório de Setúbal.

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As exéquias têm lugar pelas 11h45 e a cremação ao meio-dia, sendo que o momento é reservado à família, segundo desejo dos familiares do antigo presidente do clube sadino. A urna será coberta com uma bandeira do Vitória Futebol Clube, que colocou na tarde de hoje a bandeira a meia haste, num gesto de luto que vai manter até ao dia do funeral.

O histórico dirigente do Vitória de Setúbal entrou para o clube pela primeira vez em 1958, com apenas 27 anos, ocupando na altura o cargo de adjunto do vice-presidente para o futebol.

Com a sua visão inovadora, contribuiu para a inovação do mesmo e esteve na origem da construção do Estádio do Bonfim. Na direcção de Virgílio Fernandes, em 1962, chegou a vice-presidente, no mesmo ano em que o Vitória de Setúbal se estreou nas provas “uefeiras” e chegou à Taça das Taças.

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Dos seus tempos áureos, nas décadas de 1960 e 1970, fica igualmente a memória do momento em que, em 1965, ao leme da presidência, liderou o Vitória Futebol Clube à conquista da primeira Taça de Portugal, diante o Benfica.

“Quando vi aquele mar de gente do alto da varanda, senti uma responsabilidade ainda maior perante o clube e a cidade. Arrepiante. ‘Vitória! Vitória! Vitória!’. Não tínhamos conquistado só uma taça. Colocáramos o clube na ribalta e não podíamos defraudar ninguém”, recordava Fernando Pedrosa em 2019, citado pela Câmara de Setúbal.

Enquanto dirigente máximo, cargo que assumiu entre 1964-1969, 1971-1972, 1982-1985 e 1991-1994, somou outras tantas conquistas, como são disso exemplo outra Taça de Portugal, uns quartos de final da Taça UEFA e uns oitavos na Taça das Taças.

No que diz respeito à Taça Teresa Herrera, conquistada pelo Vitória em 1968, contou que a mesma “veio da Corunha para Setúbal em cima do tejadilho do carro de um amigo”.

Sobre a primeira vez que assistiu a um treino, lembrava-se que “Vaz, o Jacinto e outros rematavam no final da sessão”. “Fiquei a ver ao lado da baliza e os tiros zumbiam-me. Queriam correr com o ‘miúdo’. Foi este o meu início, a fugir das bolas dos avançados”.

Além do amor que tinha ao clube sadino, fez também carreira de despachante oficial e agente de navegação. Recebeu igualmente inúmeras condecorações, como a de Comendador da Real Ordem de Isabel a Católica, de Espanha, a Medalha de Honra da Cidade, em 1992, e o Prémio Carreira na Gala do Desporto, 2019, ambos por Setúbal.

Desempenhou funções de Cônsul honorário de Espanha em Sines, fruto da actividade no porto local, assim como foi também vereador da Câmara Municipal de Setúbal e esteve em direcções desportivas nacionais, como a Federação Portuguesa de Futebol, de solidariedade, como a Santa Casa da Misericórdia, e empresariais.

À família enlutada, ao Vitória FC, aos sócios e adeptos, O SETUBALENSE apresenta as mais sentidas condolências.

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