Setúbal ganha quando a sua memória é valorizada

Setúbal ganha quando a sua memória é valorizada

Setúbal ganha quando a sua memória é valorizada

26 Outubro 2026, Segunda-feira
Deputada municipal pelo Movimento Independente Setúbal de Volta

Há notícias que merecem ser celebradas não apenas pelo que representam no presente, mas sobretudo pelo futuro que ajudam a construir. A decisão de a Câmara Municipal de Setúbal assumir a gestão direta do Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS), incluindo a aquisição do edifício onde funciona, na Avenida Luísa Todi, é uma dessas notícias.

Enquanto setubalense, vejo nesta decisão uma oportunidade de valorizar a nossa história, preservar a nossa identidade e aproximar ainda mais a cultura das pessoas.

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Um museu não é apenas um edifício onde se guardam peças antigas. É um lugar onde se conserva a memória coletiva, onde as gerações mais novas descobrem as suas raízes e onde uma comunidade reconhece o caminho que percorreu até chegar ao presente. É, por isso, muito mais do que um espaço cultural: é parte da alma de uma cidade e de uma região.

O MAEDS tem um património de enorme importância para Setúbal e para toda a região. O seu trabalho na preservação, investigação e divulgação da arqueologia e da etnografia permite-nos compreender melhor quem fomos, como vivemos e o que deixámos às gerações seguintes. Um legado que merece ser protegido, valorizado e divulgado.

A passagem para a gestão direta da autarquia, acompanhada pela aquisição do imóvel, abre a possibilidade de uma estratégia mais próxima, integrada e ambiciosa para este equipamento cultural. Significa também assumir uma responsabilidade: garantir que o museu tem condições para continuar a cumprir a sua missão e para chegar a públicos cada vez mais vastos.

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Naturalmente, uma decisão desta dimensão deve ser acompanhada de uma gestão rigorosa, de um projeto cultural consistente e de uma visão de futuro. Importa assegurar os recursos necessários, valorizar os profissionais que ali trabalham, reforçar a ligação às escolas e às instituições culturais e criar novas razões para que os setubalenses e quem nos visita descubram o museu.

Porque a cultura não deve ser vista como uma despesa dispensável, mas como um investimento na educação, na identidade e no desenvolvimento da cidade. Uma cidade que cuida do seu património demonstra respeito por quem veio antes de nós e responsabilidade perante quem virá depois.

Setúbal tem uma história que não cabe apenas nos livros. Está nas suas ruas, no seu rio, na sua serra, nas tradições das suas gentes e nos vestígios materiais de tantas gerações. Cabe-nos a todos garantir que essa história não se perde, não fica esquecida nem se torna inacessível.

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Acredito que esta decisão pode representar um novo capítulo na vida do MAEDS. Um capítulo de maior valorização, de mais proximidade com a comunidade e de renovada ambição cultural.

É uma boa notícia para Setúbal. E é também um lembrete de que construir o futuro implica saber cuidar daquilo que recebemos do passado.

Porque uma cidade que preserva a sua memória sabe melhor quem é …e tem mais razões para acreditar naquilo que ainda pode ser.

Verdade?

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