São poucos os que não conhecem Duarte de Lemos e Menezes, mais conhecido por Duarte Menezes.
Há 30 anos que faz arte, com os cabelos das suas clientes.
Penteou e penteia, mulheres de todas as idades e extratos sociais.
Até tenho para mim, que quem ainda não se penteou com o Duarte, não sabe o que é ir ao cabeleireiro.
A fama não lhe subiu à cabeça.
É um ser humano de causas e de amores, sem medida certa.
Ou o amam ou o detestam, e sim detestam, com veneno na ponta da língua …
“O gay, o larilas, aquele que não é carne nem é peixe”.
Pois é, minha gente, o Duarte sem imposturas tolas, assume a sua orientação sexual, chocando tantos “pseudo machos” que na sua pequena masculinidade, não se coíbem de o criticar, mas na calada da noite vasculham as suas redes sociais, não perdendo pitada da sua vida e da sua história.
Duarte é o caramelo, que dá vida a Catherine … sim, às vezes é Catherine e quando o é, é um pouco de todas nós mulheres.
Catherine representa, aquilo que somos ou desejaríamos ser.
A mulher, a fêmea cheia de sensualidade e pérolas, a que julgam submissa, sem entenderem que ela, tem o mundo a seus pés.
Este homem muito homem, ama com paixão, trabalha com paixão, abraça as suas causas e ama perdidamente, o filho que o destino lhe trouxe, já que biologicamente lhe foi negado este amor.
Duarte é excêntrico, alegre, dramático, divertido, mas acima de tudo bondoso.
Sem alarido, ofereceu mais de cem perucas, a quem por motivos de doença, precisava delas.
Sem alarido, pedia que não lhe dessem prendas, mas sim ração para a sua colónia, de gatos de rua.
O Duarte é assim, e como disse André Gide “É melhor ser odiado pelo que se é, que amado por aquilo que não se é!”
Tenho muito orgulho na amizade que construímos.
O mundo seria bem melhor, com aceitação e verdade.
E acreditem, seja na pele de Duarte, seja na de Catherine, haverá sempre verdade.