Lixo recolhido nas praias da costa alentejana transformado em obras de arte

Lixo recolhido nas praias da costa alentejana transformado em obras de arte

Lixo recolhido nas praias da costa alentejana transformado em obras de arte

A exposição reúne 18 trabalhos de fotografia artística, criados a partir de materiais perdidos e achados na linha de costa

O lixo recolhido ao longo de vários anos nas praias da costa alentejana foi transformado em obras de arte que vão ficar patentes numa exposição no concelho de Sines, até setembro.

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A mostra intitulada “Waste 2 Arte”, da autoria do fotógrafo e recoletor Nuno Antunes, vai estar patente ao público no Parque Cultural e Regenerativo Casas da Ilha, em Porto Covo, no concelho de Sines.

A exposição reúne 18 trabalhos de fotografia artística, criados a partir de materiais, como “pedaços de madeira, boias, redes e objetos do quotidiano, perdidos e achados na linha de costa”.

Em comunicado enviado à agência Lusa, os promotores referem que o projeto, com imagens de grandes dimensões expostas ao ar livre, pretende sensibilizar o “maior número de pessoas para a persistência de práticas poluentes nas praias da região”.

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“O trabalho do artista regenerador pretende revelar a beleza inesperada do que foi descartado, convidando o observador a questionar os conceitos de desperdício e de responsabilidade ambiental”, pode ler-se.

A exposição conta com o apoio do Município de Sines e está integrada na programação paralela do Festival Músicas do Mundo, que arranca esta sexta-feira, em Porto Covo, estando previstas visitas gratuitas, durante o fim de semana.

Após o festival, a mostra pode ser visitada até 19 de setembro, diariamente, entre as 16:00 e o pôr do sol.

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Citado no comunicado, o fotógrafo Nuno Antunes, que se tem dedicado, nos últimos anos, a ações de ‘plogging’, combinando a recolha de lixo com a prática desportiva, explicou que a mostra parte do “potencial artístico dos resíduos encontrados nas praias da Costa Vicentina”. 

“Waste 2 Arte” é o primeiro projeto do Parque Cultural e Regenerativo Casas da Ilha, um espaço com cerca de 30 hectares que está a ser desenvolvido no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

Segundo os responsáveis, “durante todo o processo de desenvolvimento e edificação, o espaço tem contado com o apoio e aval do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)”.

Ao longo do ano, o espaço pretende acolher exposições de arte, instalações ao ar livre, ‘workshops’, ateliers, atividades para crianças e famílias, ações de sensibilização ambiental, eventos culturais e experiências gastronómicas inspiradas na tradição alentejana.

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