Projeto de João Reis Ribeiro, José Alex Gandum e Salvador Peres leva a “pensar o mundo, a sociedade e a cultura”
“Arrábida – Pensamento, Cultura e Opinião” dá nome à primeira edição da Revista Arrábida, uma publicação digital de intervenção cultural dedicada às Humanidades, Ciência e opinião. Dezenas de personalidades da região participam nesta publicação.
Com coordenação de João Reis Ribeiro, José Alex Gandum e Salvador Peres, o primeiro número – que conta com cerca de 120 páginas – foi lançado o mês passado, contando com o apoio do Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS). Alberto Pereira, António Melo, Francisco Borba, Isabel Melo, João Coelho, Nuno David e Viriato Soromenho-Marques fazem parte do conselho editorial. A Associação Cultural Sebastião da Gama e a Synapsis são os dois parceiros do projeto.
No editorial lê-se que “serão dois números por ano, em formato digital, com colaboração ‘pro bono’ e distribuição gratuita”. “A revista não estará envolvida com nenhuma organização ou instituição, podendo, no entanto, haver parcerias de colaboração. O objeto desta publicação é pensar o mundo, a sociedade e a cultura”.
Pensamento e cultura são os dois principais objetivos do projeto, sendo que os participantes são livres de escrever crónicas, ensaios ou criações (escrita, pintura, fotografia, desenho). Neste primeiro lançamento contam-se 28 artigos, alguns dos quais acompanhados por imagens e fotografias.
“Arrábida visa o diálogo entre as Humanidades e a Ciência, nos seus múltiplos ramos de saber e de produção, pelo que tem as suas páginas abertas a temáticas do mundo do pensamento, da cultura, da história, da educação e da criação artística. Arrábida quer ser o espaço de partilha de saberes, de opiniões, de histórias e de criações, sem definir temas, mas tentando equilibrar a presença de trabalhos de âmbito regional com outros de alcance universalista”, complementa o estatuto editorial.
João Reis Ribeiro, um dos responsáveis pela coordenação da publicação, explica a O SETUBALENSE a razão pela qual foi criada a revista. “[O objetivo] foi encontrarmos uma base ou forma para as pessoas discutirem assuntos importantes relativos à região ou não – de interesse nacional ou de pensamento – ser uma plataforma para as pessoas partilharem as suas ideias, pensamentos e saberes. Notámos que havia falta de um espaço desse género e livre de qualquer espírito institucional”.
Este, explica o também colaborador há largos anos n’O SETUBALENSE, é um “espaço absolutamente livre em que cada autor assume a responsabilidade do que escreve”. Neste momento não há “colaboradores residentes”, e as pessoas podem colaborar quando entenderem. O tema de cada revista é livre, e os colaborares podem escrever sobre qualquer que seja a temática, desde que o tema seja “pertinente”. Há apenas duas regras: discurso de ódio e segregações não são aceites, nem vão estar contempladas.
Em preparação está já o segundo número, que deverá sair na primeira semana de dezembro deste ano.