Caminho até ao posto esteve intransitável, mas, agora que está reparado, vigilância é garantida por meios humanos e câmaras
O Posto de Vigia São Luís, localizado na serra da Arrábida e abrangendo os concelhos de Setúbal e Palmela, já tem, neste momento, meios humanos a trabalhar no local.
A vigilância é assegurada pela GNR, mas, devido à intransitabilidade na via de acesso, a vigilância não pode ser assegurada por pessoas.
A informação é prestada pelo tenente-coronel Hélder Jacinto, responsável pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), que disse a O SETUBALENSE que a vigilância está a ser feita por meios contratados pela entidade. Ao mesmo tempo, a vigia é feita em permanência por uma câmara de vigilância CCTV.
Uma munícipe, Sara Vasconcelos, queixou-se a O SETUBALENSE de que o local não estava a ser vigiado. “O Posto de Vigia de São Luís, um eixo estratégico para a prevenção de incêndios, está atualmente deserto e sem vigilantes. Esta falha contraria o Plano Sub-Regional de Gestão Integrada de Fogos Rurais da AML (Aviso n.º 10524/2026/2)”, lê-se na informação enviada.
Em resposta a Câmara Municipal de Setúbal diz que “o caminho que dá acesso ao posto de vigia de São Luís é particular e atravessa território dos concelhos de Setúbal e de Palmela”, tendo este sofrido danos “na sequência das intempéries do início do ano”. Quanto ao caminho, que garante o acesso ao posto de vigia, a Câmara Municipal de Setúbal diz já estar reparado, uma informação confirmada pelo chefe do SEPNA.
“A Câmara Municipal de Setúbal prontificou-se a assumir esta responsabilidade de gerir o processo de obra, assegurando assim a melhoria das condições dos edifícios destas duas forças de segurança em Setúbal”, diz ainda a informação camarária.
A autarquia setubalense disse ainda não ter a “responsabilidade da vigilância de áreas florestais”, estando esta a cargo da força policial e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). “A vigilância e a fiscalização florestal, no contexto nacional, são competência e responsabilidade do ICNF e da GNR – Guarda Nacional Republicana”.