Programação inclui uma homenagem a Fernando Gomes e a inauguração hoje de uma instalação no átrio da Escola D. António da Costa
O Festival de Almada arranca hoje com a inauguração de uma instalação dedicada ao ator e encenador Fernando Gomes, uma exposição do artista francês Mattia Denisse e a apresentação do espetáculo “Danse macabre”, do artista suíço Martin Zimmermann.
A 43.ª edição do Festival de Almada vai decorrer até 18 de julho, tendo programados 19 espetáculos distribuídos por oito palcos de Almada e Lisboa, reunindo 12 criações internacionais e sete portuguesas.
Esta programação inclui uma homenagem a Fernando Gomes e a inauguração hoje de uma instalação no átrio da Escola D. António da Costa, que ficará patente durante todo o festival, em reconhecimento de uma carreira iniciada no Teatro Experimental de Cascais e com mais de 150 espetáculos em teatro, ópera e teatro para a infância.
Hoje também, inaugura-se exposição “dEbAclE”, do artista francês Mattia Denisse, na Galeria Municipal de Arte, e será apresentada à noite, no palco grande da Escola D. António da Costa, “Danse macabre”, de Martin Zimmermann, um espetáculo que cruza teatro, dança e novo circo.
Ao final da tarde, está previsto um concerto de entrada livre, na esplanada da mesma escola.
Ao longo de 14 dias, a programação do Festival da Almada oferece propostas variadas, que incluem nomes como Peter Stein, Christoph Marthaler, Anne Teresa De Keersmaeker, Josef Nadj, Israel Galván e Mohamed El Khatib.
No que respeita à criação portuguesa contemporânea, a Companhia de Teatro de Almada estreia “Saudações”, a partir de textos de Eugène Ionesco, numa reflexão sobre a falência da comunicação humana através do absurdo, enquanto o Teatro Meridional vai apresentar “Happy Days”, de Samuel Beckett, a mais recente criação do encenador Miguel Seabra, centrado na figura de Winnie.
“O beijo no asfalto”, de Nelson Rodrigues, com intérpretes brasileiros residentes em Portugal e direção de Tónan Quito, e o espetáculo “Variedades”, que assinala os 100 anos do Teatro Variedades, são outros destaques do festival, que encerra com “A gaivota”, de Anton Tchekhov, em encenação de Christian Benedetti.