Comandante Paulo Agostinho: “Há uma grande evolução entre os meios que tínhamos há 15 anos e os meios de agora”

Comandante Paulo Agostinho: “Há uma grande evolução entre os meios que tínhamos há 15 anos e os meios de agora”

Comandante Paulo Agostinho: “Há uma grande evolução entre os meios que tínhamos há 15 anos e os meios de agora”

No âmbito do Dia da Marinha, o também comandante da Polícia Marítima de Setúbal, sublinha a importância de aproximar a Marinha à comunidade

Paulo Sérgio Gomes Agostinho tomou posse em outubro do ano passado como novo Capitão do Porto e Comandante-local da Polícia Marítima de Setúbal. Sucede o Comandante Marco Serrano Augusto. Estes primeiros seis meses no cargo foram marcados por diversos desafios e projetos já apresentados que prometem alterar a dinâmica da zona portuária, bem como o espaço marítimo da cidade.

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No âmbito das celebrações do Dia da Marinha – de volta à cidade depois de 15 anos –, que se comemora em Setúbal de 20 a 24 de maio, o comandante refere que atualmente, a Marinha dispõe de equipamentos mais capazes de corresponder às necessidades do momento.

Em entrevista a O SETUBALENSE o também comandante da Polícia Marítima de Setúbal, antevê as celebrações em honra do ramo das Forças Armadas responsável pela defesa militar do País no mar. Sobre a possível chegada de cruzeiros ao Porto de Setúbal, considera que pode ser uma mais-valia para a cidade.

O que significa voltar a acolher o Dia da Marinha em Setúbal?

Penso que significa uma grande honra. Não só para os setubalenses, mas para toda a comunidade da Marinha, visto que existe uma grande percentagem de pessoas que servem Portugal através da Marinha e que são residentes ou nativos aqui da cidade de Setúbal, e isso é muito importante.

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Além disso, acho que é importante para estreitar a proximidade às pessoas, para que percebam o que a sua
Marinha faz, aquilo que contribui diariamente para o bem-estar do País e para outras atividades.

A Marinha é muito mais do que simplesmente um componente de combate, tem uma responsabilidade de cariz civil e até, na perspetiva económica, fortalecendo, proporcionando experiências, inovando, desenvolvendo em várias áreas.

Outra parte que julgo importante, como disse, a Marinha que tínhamos há 15 anos é um pouco diferente da que temos atualmente. Há uma grande evolução entre os meios que tínhamos na altura e os meios que temos agora, os Navios de Patrulha Oceânicos (NPO), as fragatas com as modernizações, sem dúvida, uma marinha mais moderna, mais tecnológica e mais disponível para servir.

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Qual é o impacto de ter um navio apadrinhado com o nome da cidade, o NRP Setúbal, a fazer parte das comemorações?

Julgo que há 15 anos foi anunciado que o próximo navio, o próximo NPO a ser construído seria o NRP Setúbal, portanto, ele no último Dia da Marinha, na cidade, nem sequer existia fisicamente. Foi o anúncio e julgo que até era relativamente sigiloso.

15 anos depois é componente verídica dos próprios setubalenses poderem ver um navio que leva o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo e que, acima de tudo, se rege com o nome da cidade de Setúbal, que acho que é muito importante, naturalmente, para todas as pessoas.


Ainda há outro fator que acho muito importante, que demonstra relativamente bem isto que estou a dizer, que é, se repararmos, o NRP Setúbal esteve aqui aberto a visitas e foram quase quatro mil pessoas num fim de semana, em períodos relativamente curtos, que visitaram o navio, portanto, estamos a falar de algo que cria impacto.

Como vê a importância da proximidade entre a atividade portuária e a comunidade no geral?

Absolutamente fundamental. Neste momento, o Porto de Setúbal e a área da administração portuária, entre outras dinâmicas económicas que estão estabelecidas, tem aqui o porto da Autoeuropa, que é de onde saem cerca de 300 mil carros por ano, e relativamente recente, em janeiro, esteve aqui o ministro das Infraestruturas, e vai haver uma remodelação na rede ferroviária que vai potenciar isso para 700 mil carros por ano.

Estamos a falar de cerca de 3% do Produto Interno Bruto. O que significa que o Porto de Setúbal, toda a área, toda esta relação entre as entidades com competência em razão de matéria e espaço, é muito importante, muito importante mesmo, para que esta dinâmica entre a componente económica que tem a administração portuária e a componente de segurança marítima, que tem a Autoridade Marítima, se relacionem.

É absolutamente fundamental garantir a segurança de todos aqueles que utilizam o mar, e neste caso, como motor económico de Portugal.

O que se pode esperar com a possibilidade de o Porto de Setúbal receber cruzeiros?

Considero absolutamente fundamental abrir os horizontes económicos e naturalmente trazer cruzeiros a Setúbal. É absolutamente fundamental para a dinâmica, considerando normalmente que os cruzeiros onde vão, as pessoas, que estão em turismo, não só para usufruírem daquilo que são as belezas naturais, como também para a dinâmica económica, porque são pessoas que em pouco espaço de tempo, acabam por deixar algumas verbas importantes para aquilo que é a dinâmica e o tecido empresarial da cidade.

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