Não dá para explicar o que é a guerra. É muito triste

Não dá para explicar o que é a guerra. É muito triste

Não dá para explicar o que é a guerra. É muito triste

27 Abril 2026, Segunda-feira
Professor de história

A pessoa está na sua casa. De repente tudo balança, tudo cai. Quando passa um avião de guerra a janela treme. Tem que se deixar a janela aberta para não ter a pressão do avião, se não estoiram os vidros. De uma hora para a outra a rotina da sua vida muda toda, não se pode sair de casa, está isolada da cidade vizinha. Eles destruíram todas as pontes. Eles têm a violência da guerra.

Aqui, no Líbano, a gente não tem medo de sair à rua, não tem medo de ser assaltada. A gente tem segurança: se não houver guerra! Toda a gente se conhece, a gente toma café com todo o mundo, a gente conversa com todo o mundo. É uma vida muito legal, muito gostosa. Mas enfim, infelizmente a guerra trouxe tudo isso, muitas pessoas inocentes morrendo. É muito triste. Não dá para explicar o que é a guerra.

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Este foi o relato de uma mulher brasileira residente no Líbano ao canal TVT sobre os dias que correm.

Entretanto, contrariando o cessar fogo acertado entre o Irão e os EUA, o exército de Israel lança um dos maiores dilúvios de bombas sobre cidades libanesas: em apenas dez minutos provocaram centenas de mortos e incontáveis feridos, sem desta vez sequer ter avisado as pessoas para abandonarem os prédios. O genocida Netanyhau pretende arrasar o Líbano, que na história corresponde em grande parte à antiga e brilhante civilização fenícia.

Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada!

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Foi com estas palavras que Trump fez o ultimato ao Irão. O mundo inteiro ficou suspenso durante aquelas terríveis 48 hora à espera de um desenlace que poderia ter dado origem a uma terceira guerra mundial ou a um holocausto nuclear. Estava montado um espetáculo televisivo em que o mundo percebeu que milhões de pessoas, mulheres, homens, crianças, civis inocentes poderiam de repente ser exterminadas. Que espetáculo mais grotesco, nojento, ultrajante!

Desafiando o direito internacional, a ONU, as leis dos próprios EUA, o papa Leão XIV, os seus aliados da NATO, o presidente norte-americano já tinha afirmado que estava disposto a fazer o Irão regressar à Idade da Pedra. Disse que iria destruir todas as pontes e centrais elétricas, depois de já ter destruído escolas, hospitais, universidades.

Agora voltamos a estar suspensos do que pode acontecer com este novo cessar fogo. Uma coisa é certa: há que retomar o caminho da PAZ:  Israel deve regressar às suas fronteiras, retirar-se do Líbano e da Palestina. E os EUA devem retirar as suas tropas das bases militares que ocupam em oitenta países do mundo. É urgente o regresso do diálogo e da justiça, apesar de ser muito mais difícil do que que matar.

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