Paulo Bicho: “Estou feliz no Arrentela, está tudo bem encaminhado para a minha continuidade”

Paulo Bicho: “Estou feliz no Arrentela, está tudo bem encaminhado para a minha continuidade”

Paulo Bicho: “Estou feliz no Arrentela, está tudo bem encaminhado para a minha continuidade”

O Atlético Clube de Arrentela, que esteve alguns anos sem futebol sénior, regressou esta época à competição sob o comando técnico de Paulo Bicho e logo com uma conquista, a taça distrital destinada às equipas que não ficaram apuradas para a fase das subidas de divisão.


A competição foi disputada em dois grupos em que os vencedores se apuravam para a final disputada em duas mãos. O Arrentela fazia parte do Grupo “B” juntamente com o Samouquense, CRI, Trafaria, Paio Pires e Bairro do Olival e, porque terminou em primeiro lugar ficou apurado para a final onde defrontou o Banheirense.

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O jogo da primeira mão realizado em Arrentela não correu bem mas na Baixa da Banheira a equipa conseguiu dar a volta ao resultado e conquistou o troféu.


Paulo Bicho, o treinador, conta como foi possível dar a volta ao resultado, fala dos festejos e revela que está tudo bem encaminhado para a sua continuidade no clube.


Que análise faz à vitória que deu lugar à conquista da Taça Distrital da 2.ª Divisão?

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Foram dois jogos bem disputados com duas equipas muito interessantes, na primeira mão tivemos uma primeira parte menos conseguida onde estivemos uns furos abaixo do nosso normal e melhorando bastante na segunda parte onde fomos melhores em quase todos os momentos do jogo, falhamos um penalti e mais uma ou outra oportunidade e depois sofremos um golo contra a corrente do jogo quase a terminar o jogo. No segundo jogo a equipa do Arrentela mandou no jogo com exceção aos primeiros 10 minutos da segunda parte onde sofremos o golo. A equipa não baixou os braços, foram para cima, foram uns lutadores, foram enormes, mais ou menos aos 30 minutos da segunda parte alterei a táctica e o adversário começou a ter muito mais dificuldade em encaixar marcações, fomos mais objetivos e perigosos e apareceram os golos. Acho que foi uma vitória muito merecida da nossa parte.


Depois de ter perdido em casa no primeiro jogo da final esperava este desfecho no terreno do adversário?


Sim, perdemos, fomos em desvantagem, mas sem merecer essa desvantagem e quando sentes que tens um grupo forte fora de campo, um balneário muito unido e que acreditava em todo o trabalho realizado e queriam fazer história para o Arrentela, sim estava confiante que era possível ganhar este troféu. Uma final a duas mãos são duas partes de 90m e só tínhamos jogado uma. Estes jogadores foram incríveis.

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O jogo foi decidido na parte final do encontro sendo os golos da vitória marcados por jogadores que saíram do banco. Foi uma cartada do treinador?


Sim o primeiro foi marcado por um titular e os outros por substituições. Numa equipa todos contam, todos são importantes, o que conta é o coletivo, é a felicidade do treinador. A mão do treinador é incutir, fazer o jogador acreditar no que lhes estás a transmitir. Alteramos a táctica de um 4x2x3x1 para um 3x4x3 com algumas nuances e todos os jogadores foram excelentes na sua interpretação.


Como decorreram os festejos da vitória?


Foi uma explosão de alegria enorme após uma época muito exigente a nível psicológico e mental porque foi muito difícil fazer os nossos adeptos acreditarem em nós, que tínhamos valor, que podíamos dar uma alegria a este clube. Ao ouvir o apito final foi um descarregar muito grande de muitas emoções, festejamos no campo, balneário e de seguida fomos todos jantar em equipa na companhia das nossas famílias que são importantíssimas ao longo da época para nos darem apoio e força nos momentos difíceis.


Que importância teve para o clube a conquista deste troféu?


A importância deste troféu para o Arrentela que não tinha seniores, construímos tudo do zero, que já não tinha uma conquista no escalão sénior faz muitos anos, acho que é muito importante. Assim como para toda esta equipa de miúdos incríveis. Durante a época atravessamos momentos muito difíceis, derrotas pesadas, derrotas no pormenor e a sorte tardava em nos sorrir mas nunca deitaram a toalha ao chão. Para eles, para este grupo, teve um significado incrível.


E sobre a participação no campeonato, o que há para dizer?


A participação no campeonato foi uma pré-época feita com jogos da taça, equipa, jogadores, equipa técnica que mal se conheciam, onde quase todo o plantel estava sem jogar fazia 1, 2, 3 ou mais anos, foi um assimilar de ideias, processo de jogo, etc., e isso demorou o seu tempo. Na segunda volta estivemos muito mais fortes batendo o pé a sério a quase todos os adversários. O trajeto até à conquista da taça foi uma caminhada quase perfeita que já espelhou o real valor destes jogadores.


Na próxima temporada, Paulo Bicho vai continuar como treinador do Arrentela?


Em primeiro aproveitar para agradecer às pessoas que me acompanharam, que estiveram ao meu lado de forma incrível a minha equipa técnica, os meus adjuntos Luís Santos, Pedro Pinto, Pascoal, Bruna Santos pois sozinho não tinha conseguido. Agradecer ao posto médico, aos técnicos de equipamentos e ao presidente António Cunha. E respondendo à sua pergunta, estou feliz no Arrentela, sim está tudo bem encaminhado, tudo indica que vou continuar no comando da equipa do Arrentela.

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