Valores aumentaram nos nove concelhos da região e, em oito deles, a subida ultrapassou 20%. A maior subida foi no Barreiro (34,7%)
O valor médio das casas vendidas no concelho de Setúbal aumentou 26,7% num ano, atingindo os 2760 euros por metro quadrado nos 12 meses até junho de 2026. Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), publicados a 23 de outubro, colocam Setúbal como o quarto concelho mais barato dos nove da península, apesar da subida acentuada dos preços.
Uma casa com 100 metros quadrados custa agora, tendo em conta o valor mediano, cerca de 276 mil euros – mais 58.200 euros do que há um ano. No período em análise, foram vendidas 2161 habitações.
A subida dos preços estende-se a toda a região, onde o valor mediano chegou aos 2890 euros por metro quadrado – mais 25,4% do que no período homólogo do ano anterior. Trata-se da maior subida desde o início da série estatística, em 2020, superando o anterior máximo de 25,1%, registado nos 12 meses até março de 2026.
Os preços aumentaram nos nove concelhos da região e, em oito deles, a subida ultrapassou os 20%. O Barreiro registou a maior variação anual, de 34,7%, com o preço mediano a atingir os 2882 euros por metro quadrado. Seguem-se a Moita, com uma subida de 32%, e Alcochete, onde os preços aumentaram 28,3%.
Em Sesimbra, o valor mediano ultrapassou pela primeira vez os 3 mil euros por metro quadrado, fixando-se nos 3065 euros. Almada continua a apresentar o preço mais elevado da região, com 3387 euros por metro quadrado, enquanto Palmela passou a ser o concelho mais barato, com 2522 euros.
Esta é a região com o preço mediano mais elevado entre as 26 sub-regiões do País. A nível nacional, o valor fixou-se nos 2264 euros por metro quadrado, com uma subida anual de 17,7%.
No total sabe-se que foram vendidas 15.545 habitações nos 12 meses até junho, menos 2,5% do que no período anterior.
Os dados foram divulgados pelo INE e compilados pelo projeto Rua de Cima, em nota enviada a O SETUBALENSE, disponível em ruadecima.pt.