Governo tinha pedido propostas de soluções para a falta de água na margem sul, nomeadamente em Almada, e recebeu respostas ontem
A Ponte 25 de Abril, em Lisboa, e outras futuras travessias do Tejo deverão servir para o transporte de água para a margem sul, vinda da barragem de Castelo de Bode, disse esta terça-feira a ministra do Ambiente e Energia.
A ministra, que falava na Assembleia da República no âmbito do debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), considerou que é “um grande projeto” de resiliência hídrica, de abastecimento de água à península de Setúbal e margem sul do Tejo.
O Governo tinha pedido propostas de soluções para a falta de água na margem sul, nomeadamente em Almada, e na segunda-feira recebeu essas propostas das empresas Epal e Águas de Portugal.
Esta terça-feira, perante os deputados, a ministra disse que o plano tem três componentes, com financiamento e calendários, um deles maior reutilização de água, outro uso de águas subterrâneas e superficiais, e outro uso da água da albufeira de Castelo de Bode.
“Vão utilizar uma ligação para fornecimento de Castelo de Bode usando dois cenários de infraestruturas já existentes, como a Ponte 25 de Abril mas também futuras travessias do Tejo, para canalizar água da margem norte para margem sul do Tejo”, explicou.
Além de um milhão de pessoas em causa, a ministra recordou o novo aeroporto, que precisa de água, e o aumento previsível de população.
Na resposta a perguntas dos deputados Maria da Graça Carvalho referiu mais do que uma vez que há zonas do norte o país que já estão com problemas de falta de água, e que o Governo está a estudar alternativas.
Sobre os resíduos, a ministra garantiu de novo que não seriam construídos novos aterros mas sim o aumento da capacidade de alguns para dar tempo para que outras alternativas sejam construídas.