Governo admite concentrar participação do Estado na refinaria de Sines

Governo admite concentrar participação do Estado na refinaria de Sines

Governo admite concentrar participação do Estado na refinaria de Sines

Maria da Graça Carvalho afirmou que empresa “continua com a intenção de separar a parte comercial da parte industrial, a refinaria”

A ministra do Ambiente e Energia disse esta terça-feira que a Galp mantém a intenção de separar a parte comercial da industrial, após falhado o negócio com a Moeve, e o Governo admite concentrar a participação pública na refinaria de Sines.

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Numa audição no parlamento, no âmbito da apreciação na especialidade da Proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), Maria da Graça Carvalho afirmou que a Galp “continua com a intenção de separar a parte comercial da parte industrial, a refinaria”, pelo que não está fora de causa o Governo “concentrar a participação na refinaria”.

A refinaria é aquilo que interessa ao executivo, disse, sendo uma medida que permitiria não ter custos adicionais e “ter um poder e uma força maior na refinaria”, apontou.

Já esta segunda-feira, a ministra tinha dito que o Governo “tem os meios legais para atuar” numa eventual perda do controlo nacional da refinaria de Sines, a única existente no país.

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Comentando a disponibilidade da Galp para analisar novas oportunidades de negócio após o fim das negociações com a Moeve, que dariam ao parceiro espanhol o controlo de 80% da refinaria de Sines, a ministra afastou a eventualidade de no futuro vir a existir “perda de soberania” nacional sobre aquela infraestrutura energética.

Em 26 de outubro, a Galp anunciou o fim das negociações com a Moeve para uma possível combinação dos negócios de refinação e comercialização de combustíveis, por não ter sido alcançado um acordo entre as partes, sem adiantar mais pormenores.

A Moeve é controlada pela Mubadala Investment Company, o fundo soberano do Abu Dhabi, e pelo grupo norte-americano Carlyle.

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Em 29 de outubro, numa audição no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, afirmou que a decisão da Galp relativamente ao fim das negociações com a Moeve “é soberana”, mas garantiu que o Governo cumpriu o seu papel, “como não poderia deixar de ser”.

Entretanto, a Galp admitiu novos investimentos em Sines, mas só se existir um enquadramento regulatório que permita antecipar a procura futura de combustíveis, disse fonte oficial da empresa à Lusa.

“A Galp equaciona promover investimentos adicionais, mas estes só serão viáveis com um enquadramento regulatório que permita antecipar a procura futura de longo prazo”, afirmou fonte oficial petrolífera, em resposta a perguntas da Lusa, na sequência do apelo da Comissão Europeia para travar o encerramento de refinarias e aumentar a produção de combustíveis na União Europeia (UE).

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