“Perdeu-se relógio de senhora” é o quarto romance de Alice Brito

“Perdeu-se relógio de senhora” é o quarto romance de Alice Brito

“Perdeu-se relógio de senhora” é o quarto romance de Alice Brito

Obra da autora setubalense é apresentado esta sexta-feira na biblioteca municipal, com convidados especiais

A Biblioteca Municipal de Setúbal recebe, na tarde desta sexta-feira, a apresentação de “Perdeu-se relógio de senhora”, o mais recente livro de Alice Brito.

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Focado na história de três mulheres, desde que nasceram até ao 25 de Abril de 1974, o romance partiu da consulta de documentos da PIDE que o marido da autora, o historiador Albérico Afonso Costa, lhe cedeu.

“Disse-me que tinha sido preso um casal, em 1967, na Rua Tenente Jean Raymond – que era onde eu morava nessa altura – e despertou-me à atenção porque na altura eu era uma jovem adolescente e não tinha nenhuma memória de que tivesse ocorrido uma prisão naquela rua. Pesquisei mais, nos arquivos da PIDE que o meu marido me disponibilizou, e fui à Conservatória do Registo Civil saber o que tinha acontecido àquelas pessoas e verifiquei que, desse casal, a mulher estava viva”, relata Alice Brito em declarações a O SETUBALENSE.

Ao longo de praticamente 320 páginas é contada a história de três personagens – Bia, Beatriz e Benvinda – tal como explicado na sinopse da obra. “Portugal, anos de fascismo. As vidas de três mulheres vão-se desvendando, inscritas num tempo com pouca cor, sob o olhar vigilante da Polícia política e de uma moral repreensiva, num País sob a sombra da guerra colonial e já farto da ditadura”.

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A obra é apresentada pelas 18h30 e, além da escritora estarão também Luís Caetano e José Teófilo Duarte, responsáveis pela condução da sessão. Este, que é o quarto livro de Alice Brito, é o primeiro editado pela Companhia das Letras.

“Os testemunhos de como se vivia antes do 25 de Abril compõem uma memória coletiva que é muito importante estar presentes no dia de hoje para que não se repitam aqueles tempos. Essa é a função deste género que tem lugar nos livros que falam desse tempo, para que não se esqueça nem se perdoe”, reforça ainda a autora.

Advogada e defensora da causa feminista, Alice Brito conta ainda com publicações como “As mulheres da Fonte nova” (2012), “O dia em que Estaline encontrou Picasso na biblioteca” (2015) e “A noite passada” (2019).

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