13 Maio 2021, Quinta-feira
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Reginacork preserva árvores e ecossistemas com limpeza criteriosa da floresta

Corticeira de Pinhal Novo considera trabalho que desenvolve uma mais-valia para as florestas da região

 

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“Pegar em resíduos que iriam ficar na floresta para alimentar incêndios e transformá-los em energia alternativa e em divisas para o nosso país é muito satisfatório”, destaca a O Setubalense, Carlos Garcia Ascenso, administrador único da Reginacork.

O raio de acção, para a recolha da matéria-prima, estende-se por uma área que pode atingir os 100 Kms de distância. As suas actuais duas linhas de produção são alimentadas pela poda e limpeza da floresta, que resulta na chamada estilha ou biomassa, que depois de moída, dá os produtos finais traduzidos em granulados de de cortiça e em pellets.

Este trabalho no terreno é feito, maioritariamente, pela própria empresa, com pessoal devidamente formado para realizar estas intervenções cirúrgicas nas florestas e montados. A restante matéria-prima resulta de entregas por parte de proprietários e de algumas autarquias. “Antes as árvores morriam e ficavam no chão o que era terrível para os incêndios, hoje em dia já não se vê nada disso devido a este tipo de trabalho”, realça o gestor. Em relação a este processo, esclarece: “não abatemos árvores pela raíz. Limpamos a floresta mas preservamos as árvores e os ecossistemas”.

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Este tipo de indústria, considera, “é uma mais-valia para tudo o que é floresta e áreas de mato na zona. Posso dizer, por exemplo, que até hoje não houve uma propriedade florestal que ardesse depois de ser limpa por nós. Isto porque a quantidade de combustível que fica é reduzida”.

No que diz respeito a poluição atmosférica, Carlos Garcia Ascenso é peremptório e esclarece: “não temos nada de poluente!”O que se vê sair pela chaminé da fábricas não é fumo, é vapor. É o resultado da passagem de húmido para seco da matéria-prima, tão simples quanto isso”, salientando ainda o facto de “termos sido os primeiros a instalar o sistema de lavagem de fumos para evitar qualquer descontrolo de emissões”. Para esclarecer qualquer tipo de dúvidas conta ainda que ”superámos todas auditorias e testes feitos por diversas entidades privadas e oficiais como o Ministério da Saúde. Cumprimos todos os requisitos legais”.

A fábrica da Reginacork, localizada às portas de Pinhal Novo, produz diferentes tipos de granulado, produto é 100% natural obtido através da moagem dos desperdícios de cortiça, e é uma das principais produtoras de pellets (uma energia alternativa aos combustíveis fosseis, em Portugal). Iniciou o seu percurso em 1998 com a produção de granulados de cortiça. Em 2016 deu-se a abertura ao mercado dos pellets. É uma exportadora por excelência com destinos preferenciais os países nórdicos e o centro/norte da Europa.

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O crescimento tem sido constante, sustentado e coerente com a evolução do mercado O factor fundamental tem sido o investimento constante em equipamento e infraestruturas ao longo dos anos. O derradeiro exemplo, desta filosofia de actuação no mercado, está reflectido na aposta numa nova linha de secagem para os pellets (um investimento de 8 milhões de euros feito em 2020) com mais um refinador. Uma segunda linha que funciona em paralelo, com mais capacidade e mais fiabilidade. Isto porque, explica Carlos Garcia Ascenso, “se tiver uma só linha, mesmo que gigante, se parar, para a fábrica toda, mas se tiver duas conseguimos manter sempre uma base de produção”.

 

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