19 Maio 2024, Domingo

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Será possível mudar este mundo?

Será possível mudar este mundo?

Será possível mudar este mundo?

Na nossa observação de há uma semana concluíamos que a situação, nas suas várias vertentes, em que observamos o mundo atual em que vivemos, se estava à beira duma catástrofe mundial não só pelos resultados deletérios dos homens nas suas agressões sem medida à “mãe” Natureza, mas pelo comportamento dos seres humanos que se guerreiam, se odeiam e competem ferozmente pelos seus interesses pessoais, regionais ou nacionais. Estamos à beira duma guerra mundial e de destruições incontroláveis e imprevisíveis.

E se as nossas reflexões fossem exageradas, veio o decorrer desta semana reforçar a nossa opinião com mais pontos de fricção, com mais roubos de grande dimensão, com mais atentados e mais “becos sem saída” como, entre nós, o caso da Madeira, como, internacionalmente, o caso da suspensão da ação da agência humanitária da ONU em Gaza.

E paralisam-se os acessos a Paris pelos agricultores em revolta, juntam-se milhares de polícias nas escadarias da nossa Assembleia da República, há atentados a Igrejas na Turquia, atentados e tiros nos quatro cantos do globo mostrando um generalizado mal-estar mundial das populações perante as decisões dos políticos seja em França, seja nos Estados Unidos da América ou cá entre nós!

Teremos ou não de mudar todas as regras que nos regem, teremos ou não que mudar abertamente a maneira de vivermos, de mudar os objetivos de vida até aqui seguidos e mesmo a nossa maneira de pensar a vida? Com um progresso (?) extraordinário da ciência, com a inteligência artificial a ocupar cada vez mais assuntos e problemas do nosso viver, com viagens interplanetárias a velocidades maiores que a do som, com a nossa capacidade de “mexer” no genoma humano, com todo este poder, caminharemos mesmo para a inabitabilidade do nosso planeta e para a destruição real e física do nosso património físico pela destruição atómica e pela nossa capacidade de alterara as próprias leis da Natureza

Eu sei que para muitos dos meus leitores não será próprio vir falar da Igreja, mas o problema dum Criador e, portanto, de Deus, é inevitável que surja nesta discussão. E é oportuno porque também a nossa Igreja cristã está em período de mudanças, grandes e graves! A presença e a chamada a esta discussão do atual Papa Francisco, não só é oportuna, como ele tem mostrado que tem opiniões sobre o drama que se vive – não apenas na Igreja – mas no nosso viver do dia-a-dia. E ele propõe uma verdadeira revolução, não apenas na Igreja, mas em toda a nossa maneira de viver. Ele propõe uma verdadeira Revolução, mas da “ternura”. Trará esta intervenção do atual Papa, e portanto, da Igreja, algum verdadeiro contributo para a tal “mudança de mentalidade” que pedíamos na passada semana?

Será que um Senhor Putin na Rússia, um Sr. Biden e os seus apoiantes na América, um Sr. mandarim chinês, ou muitos outros “mandantes” da atualidade, serão sensíveis a uma mudança radical dos objetivos que querem para os seus países e para os milhões dos seus súbditos?

Estamos certos de que ainda há homens lúcidos que ouçam as nossas juventudes que já tomaram consciência da crise em que estamos e vão dando sinais da tal necessidade duma sociedade nova. Poderemos ter esperança?

Temos de ter essa esperança de que o Poder Criador não abandonará o Homem que foi criado por amor. Não é esta a definição de Deus?

E vão fazer-se eleições em muitos lugares do nosso globo, havendo por isso ótimas oportunidades de nos esclarecermos, de trocarmos opiniões e assumirmos este compromisso duma mudança radical. Eu creio.

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