Cuidar com qualidade e compromisso

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Cuidar com qualidade e compromisso

9 Junho 2026, Terça-feira
Deputada do PSD

O tema da «Saúde» é recorrente na Comunicação Social e no quotidiano dos Portugueses. Na região onde nos encontramos, o distrito de Setúbal, e por mais surpreendente que se possa tornar – até porque estamos a «um passo» de Lisboa -, os problemas com os cuidados de saúde têm sido uma constante. Mas, convém lembrar que essa situação não é de agora e vou centrar este artigo num aspeto que afeta particularmente o sul do distrito, de onde sou oriunda.

O litoral alentejano está na moda e atrai milhares de visitantes e moradores, ainda que temporários. Mas, a essa explosão associada a uma promoção bem conseguida da região, não foi acautelado um fenómeno que é básico e absolutamente fundamental: nenhuma das Câmaras Municipais acautelou a construção de habitação para a população local. E, com a chegada de mão-de-obra para construir o glamour necessário e que foi promovido, a pouca oferta de habitação foi absorvida a preços incomportáveis, por empresas, na sua maioria. E, aqui chegamos ao problema que se agrava, na saúde. Temos uma Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano que tem sabido acompanhar e gerir o problema e, com a aposta do Ministério da Saúde em equipamentos como o robot cirúrgico, a atração de novos profissionais ficaria facilitada. Mas isso seria o cenário perfeito, se houvesse habitação. Habitação para profissionais de saúde que queiram assumir um compromisso com a nossa região.

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Por esse País fora, são diversos os casos de Municípios que retiraram as «palas ideológicas» e atraem profissionais com casa gratuita ou apoios monetários (à compra de habitação, por exemplo, ou subsídios de deslocação e despesas pagas). No Alentejo Litoral, a teimosia de esquerda ainda impera. Porque isso cria desigualdades entre profissionais. Porque tem de ser o Governo a resolver todos os problemas de habitação. Ou porque, simplesmente, quando a proposta de aumentar benefícios a profissionais, nomeadamente de saúde, parte de um partido como o PSD «cai o Carmo e a Trindade», ainda que, posteriormente a esquerda apresente uma proposta no mesmo sentido e, aí, já esteja tudo bem. É a demagogia do costume.

Ser o Governo a garantir habitação ou os Municípios, não estaremos a falar de dinheiro público, dos contribuintes? Não será mais célere a um Município dotar o seu parque habitacional de duas, três quatro, oito habitações? Hoje, para médicos e enfermeiros, mais logo para professores e profissionais da justiça? Para bombeiros e restantes forças de segurança?

As promessas de construção de habitação acessível à população não podem ficar nos folhetos de campanha eleitoral: é fundamental iniciar a sua construção e aproveitar todas as vantagens que o governo de Luís Montenegro tem potenciado. É hora de os Municípios deixarem os complexos de esquerda de lado e deixarem de lançar farpas ao Governo. É hora de compromisso e parceria, porque isso beneficia inteiramente as populações locais e é nelas que a ação política se deve focar.

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