23 Maio 2024, Quinta-feira

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A COP 28 (Conferência do clima, da ONU)

A COP 28 (Conferência do clima, da ONU)

A COP 28 (Conferência do clima, da ONU)

O mundo em que vivemos está a atravessar um período digno duma tragédia grega. Além de guerras que ameaçam generalizarem-se, seja a da Ucrânia, seja a da Faixa de Gaza, sejam os imensos focos nos quatro cantos do mundo a que o Papa Francisco chama “a terceira grande guerra aos pedaços”, os cientistas de várias especialidades proclamam que a habitabilidade do nosso planeta está na iminência de se tornar impossível.

É a vigésima oitava vez que os governos das centenas de países deste nosso mundo se reúnem para tomarem providências para que o aquecimento global do ar e dos mares não continue a subir. A esta subida atribui-se uma imensidão de alterações climáticas que deterioram todos os equilíbrios da natureza. Está perfeitamente demonstrado que esse aquecimento, não só do ar, mas também do mar, é devido essencialmente ao uso de combustíveis fosseis, isto é, de carvão, gasolina e gás.

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É evidente que tudo isto se iniciou na chamada revolução industrial e prosseguiu rapidamente com os progressos tecnológicos no âmbito dos transportes e no crescimento acelerado do uso do aço e de muitos e variados produtos tirados das entranhas do nosso planeta.

Era inevitável que a inteligência do homem fosse descobrindo tudo o que pudesse alimentar uma industrialização que colocou a vida humana num caminho de satisfação dos seus apetites e para o crescimento do seu poder. As industrializações ao lado da globalização fizeram com que esse efeito deletério do chamado progresso, da necessidade de andar cada vez mais depressa e impor como objectivo primordial de vida acumular riqueza e poder, não parasse de crescer. E ultrapassa-se a velocidade do som, criam-se meios de guerra cada vez mais poderosos, e a inventiva humana chega até à construção da inteligência artificial.

E em décadas, o tal aquecimento global faz subir o nível do mar corroendo litorais e engolindo ilhas, derretendo as calotes geladas dos polos, lenta, mas inexoravelmente, altera climas, transtorna a harmonia das estações e zonas temperadas ultrapassam os quarenta graus, no ar surgem correntes ora quentes ora frias aumentado os furacões, causando secas nuns lados e graves inundações noutros. E ao alterarem-se as temperaturas, plantas e uma multidão de animais e de insectos (vectores de doenças) aparecem onde nunca tinham condições de vida. A par destas mudanças da natureza e dos nossos hábitos, abatem-se florestas essenciais ao “jogo” do oxigénio e do dióxido de carbono, dois gazes que, ao desequilibrarem-se, transformam um ambiente saudável em ruim ou vice-versa.

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Os cientistas dedicados ao estudo destes fenómenos. há décadas que vêm chamando a atenção para estas modificações e seus efeitos deletérios. Os protestos e os estudos chegam aos homens do poder político e iniciam-se conferências internacionais para discutir tais ameaças. Nas duas últimas o assunto foi apresentado com um grau de gravidade que levou a assinaturas de protocolos para se pôr termo ao tal aquecimento global que, como se deduz do que dissemos acima, obrigaria a enormes e dispendiosas medidas. Resultado: Nada feito!

Finalmente, a juventude começa a tomar consciência de que o seu futuro estava comprometido e agita-se. Na COP27, em Paris, assumem-se já compromissos com alguma radicalidade, mas mesmo assim os países mais ricos – e portanto mais industrializados e poluidores – não resolveram os graves problemas, indo até muitos representantes desses poluidores máximos nos seus jactos privados!

É evidente que um furação ou uma inundação atinge em primeiro lugar os que vivem em barracas ou em zonas mal urbanizadas.  Quando entra em cena o nosso último Papa, mostra de imediato o seu interesse por estes efeitos do aquecimento global afectarem essencialmente os mais pobres e a primeira grande reunião da Igreja católica é sobre a Amazónia. E daí em diante até aos nossos dias, Francisco não largou mais o tema que considera essencial, vindo juntar a sua voz á do Secretário-geral da ONU que vem igualmente falando da tremenda e urgente mudança de conduta que os países têm de fazer. E quanto antes!

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E aí temos dentro de uns dias a COP28, no Dubai para travar esta marcha para a inabitabilidade do nosso planeta que acontecerá dentro duns trinta anos se a temperatura global subir um grau e meio! Nela participará o Papa Francisco, se a sua saúde o permitir, juntando a sua voz à dos cientistas. Será possível neste mundo actual que juntou aos problemas ecológicos uma serie de guerras terríveis?

Compromissos vão ser assumidos! Mas neste mundo dominado pelo egoísmo das pessoas e das nações haverá o milagre da consciência do “bem comum” dos governantes senhores do poder e do dinheiro?

Eu vou a caminho dos cem anos, mas tenho quase uma dezena de bisnetas e bisnetos. Daí esta angústia e este apelo. Salvem os as bisnetinhas de todo o mundo.

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