21 Janeiro 2022, Sexta-feira
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O advento em tempo de pandemia

Tal como a “mãe natureza” divide o tempo nas quatro estações, a nossa Igreja divide o ano litúrgico em quatro períodos: a Quaresma que antecede a Páscoa, e o Advento que é caminho para o Natal. Estamos portanto no tempo presente no Advento, isto é, numa caminhada e numa preparação para o Natal – data que  praticamente foi admitida como tempo de festa e feriado em todo o Ocidente e não só. E vulgarizou-se o presépio, símbolo do nascimento do Deus me vive, do Deus feito pessoa humana- Isto até a nossa sociedade consumista inventar o Pai Natal , vindo ninguém sabe de onde de trenó puxado por renas ( nós sabemos que foi invenção da coca-cola, americanices que após a última guerra invadiram a Europa. É evidente que poucas pessoas sabem verdadeiramente o que se está a celebrar. E nos dias de hoje toda agente se preocupa que as festas e as reuniões familiares agravem a pandemia que nos assola há quase dois anos. E na tal sociedade consumista até se sobrepõe a normas das autoridades de saúde. E todos sabemos que este período vai inevitavelmente aumentar os doente da covid19 e  sacrificar os sistemas de saúde, seja em que país for. Nuns países mais afoitos os festejos ficam-se pelas iluminações proibindo festejos públicos com grandes tradições. Noutros, como entre nós, amenta-se a testagem, incrementa-se a vacinação e…para-se depois uma semana para aliar os estragos e tentar cortar cadeias de transmissão. Mas a Natureza, não satisfeita com as complicações atuais , resolve entrar neste jogo com mais uma arma – uma nova variante que parece ser ainda mais ameaçadora, e encerram-se fronteiras, terminam-se contatos por via aérea, entram os cientistas em trabalhos forçados para esclarecer como é, e que perigosidade tem a tal variante da Africa do Sul. E aí entra no nosso Advento mais uma caminhada para perceber e anular a tal variante.

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E entre nós “caminha-se” também para período eleitoral para novos governantas e novos delegados do povo para a Assembleia. E aí entramos nos debates entre as esquerdas e as direitas, aí entramos nas promessas à maneira do Pai Natal – todos dão tudo a todos !!! Entrámos portanto num Advento complexo, difícil de compreender em qualquer dos prismas em que o tentemos ver . Na política é difícil perceber quem verdadeiramente quer a PAZ ei BEM COMUM. Na pandemia  a luta entre os interesses económicos e uma real preocupação com a SAÙDE PÙBLICA e é difícil saber quem leva de vencida. Na Igreja também temos uma tentativa de fazer da vida dum cristão uma verdadeira imitação de jesus ( o tal menino que nasceu numa gruta entre um jumento e uma vaquinha, envolto em tapos e adorado pelos pastores). Na Igreja, como dizíamos, está em evolução uma verdadeira “revolução da ternura” que se choca com o clericalismo reinante há séculos  e não dando o devido valor ao “povo de Deus” que constitue um rebanho um pouco ao abandono dos seus pastores ,habituados que estão a levá-los num sentido sem saberem bem para onde ele – o rebanho – quer ir.

Estamos realmente num Advento muito importante, muito complexo para se chegar a um verdadeiro Natal de Paz e Amor””

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