5 Dezembro 2021, Domingo
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Um problema grave

Não! Não vou falar da pandemia pois tal tema até enjoa! Não vou falar dela quando tudo parece apontar que estamos muito bem colocados no ranking mundial das vacinações. Não! Também não vou ocupar o tempo de quem  a paciência de me ler a falar das eleições autárquicas pois seguramente todos estamos bem esclarecidos (?) sobre esses problemas com debates tão  interessantes (!!!) que certamente todos ouviram nas televisões. Mas não deixo de aproveitar ter falado nas eleições para fazer um apelo a que todos e todas devemos votar – se não souberem em quem votem em branco pois um número alto de abstenções mostra desinteresse pela democracia e deixa-nos em má posição depois para protestarmos contra quem estiver eleito e não faça coisa nenhuma ou faça grandes asneiras – pois não entrámos na escolha acertada!

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Vou, caros leitores amigos, vou falar  na diminuição preocupante da população do nosso país. Vou falar no baixo número de nascimentos, na baixa fertilidade das mulheres portuguesas, o que juntamente com a emigração crescente dos portugueses qualificados na procura de melhores remunerações e maior consideração pelo seu trabalho, está provocando uma ameaçadora diminuição da nossa população. A vinda de imigrantes indianos, nepaleses,  brasileiros ou de outros países onde é difícil viver, seja pelo baixo rendimento, seja pelas guerras ou outros motivos de insegurança, estão fugindo aos milhares e, mesmo com grandes dificuldades e até com perigo de morte, correm para a Europa, uma espécie de “el-dourado” no seu imaginário. No continente americano passa-se algo semelhante com dezenas de milhar de fugitivos parados às portas dos Estados Unidos.

Mas não quero entrar neste candente problema das imigrações maciças que aflige todo o mundo e sem soluções á vista. Quero centrar-me no NSSO problema da baixa natalidade. Vejamos como o problema se complica se dissermos – e é verdade – que a nossa esperança de vida vai crescendo progressivamente criando cada ano mais septuagenários, octogenários e até nonagenários que têm direito a comer, a ter teto , serviços médicos e também quem cuide deles. E mais ainda se complica se pensarmos que os Serviços Sociais vivem dos descontos de quem trabalha e que o número de quem desconta está  – como é lógico – diminuindo também ameaçando as necessárias reformas de quem passou a vida a trabalhar para a sociedade.

Os casais fazem contas à vida e verificam que não têm capacidade financeira para ter muitos filhos – diremos mesmo “para terem um filho” – . Só tendo pelo menos, dois filhos a nossa população crescerá,. A média por mulher só sendo 1,5 garante a estabilidade da população, disse a estabilidade e não o seu crescimento.  Eis um grave problema para quem nos governa. Eis a necessidade de haver políticas que incentivem os casais a ter filhos, primeiro partindo dum salário mínimo capaz e daí para cima torna-se necessário uma subida dos níveis de vida o que certamente só será possível se o muito que se produz nesta nossa sociedade de consumo, for bem dividido. Tal não acontecerá se os governos tiverem orientações dos” donos do dinheiro”, para produzirem armas ou montarem turismo espacial.  A tecnologia não pode ser utilizada para a destruição da nossa “mãe  terra” ou  para a  produção intensiva de bens, ou ainda para a produção de meios de destruição – tudo com o objetivo de ter poder e governar o mundo.

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Ninguém se salva sozinho, todos estamos no mesmo barco, diz o Papa Francisco. Criemos condições para que haja vida e possamos criar vida – só assim se poderá manter uma população equilibrada – com uma base jovem e tendo os nonagenários no cimo da pirâmide.

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