11 Maio 2021, Terça-feira
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Construir o amanhã

A pandemia continua a preencher os noticiários dos vários canais da televisão e  as  manchetes dos nossos jornais, agora já não tanto com os números de mortos e internados nos cuidados intensivos mas pensando (quando não exigindo!) o desconfinamento. Em vários países aparecem nas ruas os protestos contra a inatividade e torna-se comum o grito “queremos trabalhar”. E os escritos e as entrevistas pensando no pós pandemia vão ocupando os espaços dos meios de informação.

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Mas será que devemos regressar ao mesmo tipo de organização social e política? Será que queremos regressar à produção em massa e ao consumismo para alavancar  a economia ? Será que não há uma versão diferente daquela em que vivíamos e que silenciámos e posemos entre parentesis nos confinamentos?  Será que queremos mantermo-nos afastados da intimidade e da proximidade dos outros?

Certamente que não! Queremos uma sociedade inclusiva, que não centrifugue para as periferias os mais fracos, os doentes ou mais inaptos por qualquer circunstância. Queremos uma sociedade que não agrida constantemente a “mãe natureza” na exploração dos seus recursos.  Queremos uma sociedade que não desvalorize o trabalho em detrimento do capital. Queremos um amanhã que se centre na dignidade da pessoa humana e se reconstrua com o pensamento no “outro nosso irmão”, que, como diz o nosso atual Papa num apelo aos jovens, estes sejam “poetas de uma nova  beleza humana, uma nova beleza fraterna e amiga”.

Não andamos certamente muito longe da realidade se pensarmos que todos dependemos das atuais gerações jovens que ainda não perderam a capacidade de sonhar com a possibilidades de mudanças que fujam â influencia do deus/dinheiro, do deus/lucro, o que nos parece impossível com as gerações que atualmente governam as nações totalmente impregnadas pelas altas influencias do grande capital que orienta o mundo através de organizações como o FMI, a OMC, os BANCOS MUNDIAIS e se traduz em multinacionais todo-poderosas, ou em Fundos ou em zonas francas e “of shores” que todos criticam mas ninguém tem coragem de acabar com elas. Porque será?

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E o nosso Papa diz mais: “Os sonhos constroem-se juntos. Sonhamos como uma única Humanidade, como viajantes feitos da mesma carne humana, como filhos desta mesma Terra que nos acolheu a todos nós, cada um com a riqueza da sua Fé ou das suas convicções, cada um com a sua voz, todos irmãos.”

Será que os que se dizem cristãos não ouvem os apelos do Bispo de Roma? Será que se esqueceram que o cristianismo é apenas uma questão de relação, uma questão de Amor?

Aos apelos do Papa não ouvimos igualmente os gritos: “que fizeste do teu irmão?” que ecoam por todos os lados?

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Podemos sonhar com um amanhã diferente no pós-pandemia?

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