16 Maio 2022, Segunda-feira
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O dia dos namorados

O dia dos namorados é mais uma habilidade da nossa sociedade mercantilista aproveitando o dia de S. Valentim da tradição cristã, com objetivo de estimular os negócios, as vendas de prendas, No entanto é uma data que deve ser aproveitada para se falar de amor que, sendo essencial para o bem estar das pessoas e da sociedade em que vivemos, ´está atravessando uma crise bem profunda muito anterior ao descalabro provocado pela pandemia que nos envolve e tudo transforma. Eu não quero falar mais sobre a “covid19” pois nos basta o verdadeiro massacre dos nossos meios de comunicação social, mas lembrar que neste mesmo dia nos foi dado conhecimento dum inquérito sobre a violência no namoro, inquérito que nos revela as altas percentagens de jovens que acham natural vários tipos de violência psicológica, nos meios de comunicação da net ou mesmo violência física e sexual.

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Mal vai uma sociedade quando uma boa parte da sua juventude considera estas várias formas de violência como procedimentos aceitáveis nos seus relacionamentos, em que se preparam para formar família, a célula fundamental da sociedade futura que deles depende. Que pensar quando já na atualidade a violência doméstica é um verdadeiro flagelo com a morte frequente especialmente de mulheres? Como vão ser muitos dos casais saídos dos jovens da atualidade? E quando se está apelando a essa juventude atual que ela protagonize mudanças essenciais para a construção duma sociedade nova (claro, pós pandémica), sem muitos dos defeitos daquela sociedade em que vivemos atualmente, que não é nem solidária nem fraterna? É muito preocupante que, como mostra o tal inquérito, a violência não seja veementemente repudiada, mesmo falando da violência doméstica, pelos jovens em quem muitos de nós põem as suas esperanças duma sociedade sem excluídos, sem pobres e marginalizados, seja pelo que for.

Todos sabemos que uma sociedade nova, que a pandemia veio dar uma oportunidade de corrigir, tem de assentar na fraternidade, na preocupação com “o outro” nosso irmão, tem de ter como seu “miolo” o AMOR. Todos sabemos que o “homem” se constroi a si mesmo bebendo os ensinamentos da mãe, da família e da sociedade envolvente. E que toda essa “circunstância” tem de ser baseada no afeto – a própria medicina o afirma. E muitos especialistas começam a colocar em evidência que os confinamentos obrigatórios, a cara tapada por máscaras e os distanciamentos obrigatórios têm consequências graves para o nosso futuro. Todos (?) sabemos que são as medidas mais eficazes para conter a progressão dos vírus, todos vamos vendo as linhas dos gráficos a baixar, mas não podemos esquecer os prejuízos reais para a nossa sociedade futura, sendo por isso necessário – direi mesmo, obrigatório – que se vão tomando igualmente medidas que tentem minorar estes efeitos nefastos. Era bom que o “dia dos namorados” tivesse sido aproveitado precisamente para gestos de afeto, para manifestações de carinho que tenham substituído os beijos e os abraços “perigosos”.

Ora o tal inquérito aos jovens sobre a violência nos seus múltiplos aspetos em que se pode revelar, durante o namoro, foi, não só um “balde de água fria” mas um verdadeiro sinal de alarme que todos nós, e especialmente para quem nos dirige, para tomar em consideração. E é um apelo aos jovens de personalidade forte e que tenham capacidade de lideres para reverem as suas capacidades de amar e que para eles todos os dias sejam “dia dos namorados”. É na nossa juventude que pomos as nossas esperanças duma sociedade melhor.

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