Morreu Arlindo Mota, um dos fundadores da Universidade Sénior de Setúbal [atualizada]

Morreu Arlindo Mota, um dos fundadores da Universidade Sénior de Setúbal [atualizada]

Morreu Arlindo Mota, um dos fundadores da Universidade Sénior de Setúbal [atualizada]

Presidente da UNISETI, professor e advogado teve um percurso notável na cidade que o acolheu em 1972

Morreu Arlindo Mota, um dos fundadores e atual presidente da Universidade Sénior de Setúbal (UNISETI). O também professor e escritor tinha 79 anos e foi vítima de doença prolongada.

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Nascido a 1 de dezembro de 1946, no Troviscal, distrito de Aveiro, chegou à cidade de Setúbal em 1972, “onde se fixou e que viria a ser o centro da sua atividade profissional e intelectual”, diz a UNISETI em informação enviada a O SETUBALENSE. Aqui foi professor do ensino secundário e, mais tarde, do ensino superior, além de exercer advocacia. Destacou-se ainda como cronista e colaborador em jornais nacionais e regionais, um dos quais O SETUBALENSE, tendo contruído “uma carreira jornalística marcada pela diversidade temática e pela profundidade analítica”.

Entre as colaborações contam-se o suplemento literário República Juvenil onde, a convite de João Brites, publicou poesia, o Jornal de Artes e Letras – onde, aos 17 anos, entrevistou António Gedeão – Notícias da Amadora, jornal Margem Sul, que fundou e dirigiu. Escreveu também para a revista Património, o Diário de Lisboa, Movimento Cultural e Binómio. No jornalismo regional, foi repórter de Setúbal nas revistas Património e Poder Local e cronista do jornal Sem Mais/Correio de Setúbal, entre outras colaborações.

Na literatura assinou obras como Introdução à Estética Contemporânea (1979), Canto Viageiro (1981), Poesia de António Maria Eusébio, O Calafate (1984), Formas de Liberdade (1999), Governo Local, Participação e Cidadania (2005), A emergência da democracia de abril no distrito de Setúbal (2017) e Armazém de Retém (2019). Entre os temas mais tratados nos seus livros ficaram “o municipalismo, a democracia local, a memória coletiva, o património cultural e a identidade marítima da região”.

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Entre 1980 e 1985 presidiu à Associação de Património Cultural (SALPA), “uma das mais relevantes organizações culturais da cidade, onde criou prémios de investigação e dinamizou iniciativas que contribuíram para o estudo, preservação e valorização do património setubalense”.

“A sua intervenção cívica e cultural foi reconhecida ao longo de décadas, marcada por uma presença constante no debate público, pela defesa da cultura como bem essencial e pela valorização da memória coletiva. Professor, pensador, cronista e cidadão empenhado, Arlindo Mota dedicou à escrita e ao pensamento uma parte substancial da sua vida, explorando áreas tão distintas como a filosofia, o património, o municipalismo e a história local”, lê-se na mesma informação.

Em 2020 foi distinguindo com a Medalha de Honra da Cidade de Setúbal reconhecimento público do impacto da sua intervenção cultural e cívica. Mais recentemente, e em 2024, foi vencedor do prémio Figura do Ano na categoria de Sociedade na Gala Golfinhos d’Ouro, d’O SETUBALENSE e da Rádio PopularFM.

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As cerimónias fúnebres realizam-se eta quarta-feira pelas 17h30, na Capela do Socorro. O funeral está agendado para quinta-feira, pelas 11 horas, com destino ao crematório do Cemitério da Paz em Setúbal.

O SETUBALENSE apresenta os mais sentidos pêsames à família enlutada e amigos de Arlindo Mota.

Notícia atualizada às 12h44 de 14 de julho de 2026

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