Bispo de Setúbal falava na missa exequial no funeral de Eugénio Fonseca, que morreu na passada quarta-feira
“Para Eugénio, o voluntariado não era apenas uma forma de organização da sociedade civil. Era cidadania, era responsabilidade, era fraternidade”. As palavras são do Bispo de Setúbal, D. Américo Aguiar, durante a missa exequial no funeral de Eugénio Fonseca, que morreu na passada quarta-feira.
O prelado referiu-se ao antigo presidente da Cáritas Portuguesa e da Cáritas Diocesana de Setúbal como um leigo que não passou ao lado um programa de vida e assumiu muitas funções como “serviço e responsabilidade”.
Para D. Américo Aguiar as missões de Eugénio Fonseca não terminaram, mas sim “a forma como as cumpria”, e pediu para que ninguém deixe “cair aquilo por que ele trabalhou”.
“Continuar a olhar para os pobres. Continuar a defender a dignidade de cada pessoa. Continuar a promover o voluntariado e a gratuidade. Continuar a construir uma Igreja próxima. Continuar a recordar que a caridade nunca dispensa a justiça. Continuar a não passar ao lado”, complementou.
O Bispo de Setúbal lembrou o papel importante de Eugénio Fonseca em Setúbal e na região. “Eugénio foi muitas vezes uma voz inquieta. Talvez, algumas vezes, uma voz incómoda. Mas uma Igreja que leva verdadeiramente a sério as Bem-aventuranças precisa de homens e mulheres que não a deixem acomodar-se. Talvez tenha sido também isso que aprendeu junto de D. Manuel. Não passar ao lado”.
Durante a homilia falou também das missões que recebeu ao longo da vida. “Foram muitas as missões que Eugénio recebeu ao longo da sua vida. Missões que a Igreja de Setúbal lhe confiou. Missões que a Igreja em Portugal lhe confiou. Missões que Portugal lhe confiou. Eugénio acolheu-as não como lugares de prestígio, mas como lugares de responsabilidade e de serviço”