Concessão da travessia fluvial até Tróia decidida em abril do próximo ano

Concessão da travessia fluvial até Tróia decidida em abril do próximo ano

Concessão da travessia fluvial até Tróia decidida em abril do próximo ano

Decisão sobre inclusão da travessia no Passe Navegante pode ser dificultada, mas APSS estará a avaliar soluções

A decisão sobre se a Atlantic Ferries vai ou não continuar a concessionar a travessia fluvial de Setúbal até Tróia vai ser tomada em abril do próximo ano. Apesar de o contrato só terminar em outubro de 2027, garante o ministro das Infraestruturas e Habitação.

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Miguel Pinto Luz dava resposta a questões colocadas por Fabian Figueiredo, deputado do Bloco de Esquerda, explicando que “a decisão sobre o eventual exercício da faculdade de não renovação da concessão deverá ser tomada dentro do prazo contratualmente relevante, isto é, até ao início de abril de 2027”, lê-se na notícia publicada esta segunda-feira pelo jornal Negócios.

O governante garante ainda que a “APSS [Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra] desenvolverá os trabalhos técnicos, jurídicos e económicos necessários para fundamentar a decisão a adotar, assegurando a continuidade da prestação do serviço público e a preparação atempada da solução que vier a ser definida”.

A Assembleia da República tinha recomendado ao Governo, em abril, “medidas para aumentar a utilização do transporte público”, de modo que seja privilegiado “um procedimento aberto, concretizador do princípio da concorrência para o transporte” nessa travessia. Foi ainda pedido que se tenha em consideração as recomendações feitas pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), que pede a revisão dos preços das tarifas aplicadas.

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A Atlantic Ferries, que tem atualmente cerca de 70 trabalhadores, é a empresa concessionária das ligações fluviais que asseguram o transporte público de passageiros e viaturas automóveis entre as duas margens do rio Sado, no percurso entre Setúbal e Tróia.

Esta foi comprada o ano passado pela Arrow Global à SC Investments, que é detida pela ‘holding’ da família que controla a Sonae.

Inclusão da travessia no Passe Navegante dificultada

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Sobre a inclusão da travessia fluvial no Passe Navegante Metropolitano, que tem já sido um pedido de vários partidos, entidades e pessoas individuais, o responsável pela pasta das Infraestruturas refere que este “depende da articulação entre as entidades competentes em matéria de mobilidade, financiamento e política tarifária, bem como da definição dos respetivos mecanismos de compensação financeira”.

No entanto, refere que um entrave à inclusão pode ser o facto de a península de Tróia não fazer parte da Área Metropolitana de Lisboa.

“Relativamente às iniciativas anteriormente promovidas pela integração desta ligação em mecanismos de apoio tarifário, a informação disponível aponta para dificuldade relacionadas com a articulação institucional e com a definição dos respetivos mecanismos de financiamento, num contexto em que a península de Tróia se situa fora do âmbito territorial da Área Metropolitana de Lisboa”, lê-se na mesma notícia.

Apesar de ainda não haver decisão definitiva, diz Miguel Pinto Luz que a APSS se encontra a avaliar todas as soluções disponíveis. “A APSS encontra-se a avaliar as diferentes soluções legalmente admissíveis, incluindo a eventual abertura de um procedimento concorrencial, sendo a decisão adotada dentro do calendário contratualmente aplicável e em função da solução que melhor salvaguarde o interesse público, a qualidade do serviço e a sustentabilidade da concessão”.

O SETUBALENSE tentou contactar a APSS mas, até ao fecho desta edição, não foi possível obter nenhum comentário.

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