Feira de Agosto 2026 inaugura com momento popular e leva a festa a Grândola

Feira de Agosto 2026 inaugura com momento popular e leva a festa a Grândola

Feira de Agosto 2026 inaugura com momento popular e leva a festa a Grândola

A inauguração oficial da Feira de Agosto 2026, a decorrer na vila de Grândola até esta segunda-feira ficou marcada pelo “clima de descontração, convívio e festa”, como sublinhou o presidente da câmara municipal, Luís Vital Alexandre

Na sua primeira edição do certame, enquanto presidente da Câmara de Grândola, Luís Vital Alexandre chegou ao ponto de encontro com os convidados para a abertura do evento, que se realizou na tarde desta quinta-feira, 27 de agosto, no comboio da feira, começando, assim, a visita pelo recinto, acompanhado pela comitiva, ao som de música e com animação de rua. O autarca fez questão de ser o primeiro a estrear a roda gigante, que destacou como uma das novidades do corrente ano. Cumprimentou e interagiu com os feirantes e vendedores, numa inauguração que se pretendeu que fosse “assinalada de uma forma plural, fraterna e com um espírito de convívio, sem um protocolo constrangedor”, conforme afirmou. “Temos ao longo do ano muitos momentos para o formalismo, a Feira de Agosto não é, de todo, um desses momentos. Vir aqui ao palco e fazer um discurso cheio de mensagens políticas, para além de, permitam-me dizer, ser algo aborrecido, podia até ser deselegante”, sustentou.

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Referindo-se ao evento como “a grande festa” do concelho, que3 decorre a té esta segunda-feira, 31 de agosto, Luís Vital Alexandre evidenciou a nova identidade gráfica desenvolvida, bem como o mote para o certame, envolto na mensagem “Aqui voltamos. Sempre!”. Nas breves palavras que dirigiu aos convidados e público presente no ato inaugural, Luís Vital Alexandre mencionou a “feira franca como um pilar fundamental da Feira de Grândola.” Falou das tasquinhas, zona onde pode ser encontrada a gastronomia local, bem como no novo espaço dos produtos regionais, destacando, ainda, a existência de um terceiro palco, no recinto.

Como novidade, os visitantes têm, ainda, a oportunidade de apreciar a vista geral da feira, através de uma plataforma, patente na entrada principal do recinto. Para além de um programa musical diversificado, “com artistas de primeira linha e vários estilos musicais”, a aposta da autarquia recaiu na mostra dos vinhos e produtores do concelho, na nave central, entre os pavilhões de expositores e na oferta de uma “experiência gastronómica imersiva” pelos sabores tradicionais da região. De acordo com o autarca, o evento reserva, ainda, algumas surpresas para os visitantes, levantando o véu e apontando para o momento de encerramento, na noite de segunda-feira. 

Expetativas elevadas na primeira edição de Luís Vital Alexandre à frente dos desígnios da autarquia

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Assumindo que as expetativas para a presente edição “são as mais altas”, o presidente do município de Grândola garantiu que o executivo irá estar “muito atento” e já a preparar a feira para o próximo ano. Numa antevisão, e pese embora se denote o seu cunho pessoal, Luís Vital Alexandre considera que foram “pequenas mudanças”, não sendo ainda “as fundamentais”. Prosseguiu dizendo que “a mudança fundamental” que quis mostrar prendeu-se com a abertura, “para além da renovação de espaços, melhor fruição e melhor segurança”. Para o autarca, “a melhor abertura, com mais pessoas, com mais vontade das pessoas de vir à feira”.

Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território presente na abertura do evento

Dirigindo-se ao Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, que marcou presença na cerimónia de inauguração, Luís Vital Alexandre disse ter a convicção de que haverá “muitas outras oportunidades para prosseguir o trabalho em conjunto”. Afirmou que “o governo encontrará, sempre, no presidente de Grândola, um parceiro. Não deixará, claro está, de defender aquilo que são, em cada momento, os interesses dos grandolenses, com este ou com qualquer outro governo, independentemente dos partidos ou das maiorias. Mas, também, não volto as costas a nenhuma negociação e muito menos erguerei bandeiras ou travarei batalhas por meras razões políticas. O compromisso de um autarca deve ser o da responsabilidade em relação ao seu território, às instituições e ao povo que representa, defendendo os seus interesses, reivindicando, mas, sobretudo, negociando, sendo gerador de pontos de encontro e, sempre que possível, de consensos”, concluiu.

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Na sua intervenção, o Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território realçou a importância do certame, com “cerca de quatro séculos de história” e “profundamente ligado à vida agrícola” da terra, tendo nascido do trabalho da terra, das trocas comerciais e das pessoas, essência que mantém. “Quase quatro séculos depois, muita coisa mudou. Mudaram os produtos, os meios e os públicos e a própria dimensão da feira, mas há uma coisa que permanece, esta continua a ser uma feira feita por pessoas e para pessoas e talvez por isso faça todo o sentido o lema escolhido pela câmara municipal”, concordou o governante. Silvério Regalado fez questão de dirigir uma palavra aos representantes da CCDR-Alentejo e Turismo do Alentejo, presentes na sessão de abertura, acrescentando que o certame espelha “a economia local em movimento”, sendo que as duas entidades “significam muito para a economia local”.

Governante destaca reforma em curso na lei das finanças locais

Referindo-se ao território em causa, o secretário de estado, evidenciou as particularidades do concelho, como “o mar e o litoral, o montado e a cortiça, a agricultura, a gastronomia, o património, o turismo e a cultura”, acrescentando que Grândola tem “acima de tudo, uma identidade própria”. Prosseguiu dizendo que “o desenvolvimento não passa por termos todos os territórios iguais, passa por perceber aquilo que cada um tem de diferente e transformar essa diferença numa vantagem. Num concelho extenso e de baixa densidade, com realidades internas distintas, o desafio é fazer com que o dinamismo económico e turístico do litoral ajude a criar oportunidades em todo o concelho, no comércio, nos produtores, nos serviços e para quem aqui vive durante os 12 meses do ano”.

Silvério Regalado destacou o papel das autarquias, sustentando que “o autarca é o primeiro a ouvir e o último a desistir” e apontou para a reforma, em curso, da lei das finanças locais. “Os territórios não precisam de ser todos iguais, precisam de ter todos as mesmas oportunidades”. Para o governante, “as instituições locais só sobrevivem porque há um orçamento municipal e o orçamento não chega para tudo. Temos de dotar as autarquias de mais e melhores meios, quer financeiros, quer de gestão do seu próprio território”. A nova lei das finanças locais, um processo em execução, “dotará os municípios de uma previsibilidade que hoje não têm”, assegurou. “O Governo deve olhar para estes exemplos e apoiar dentro daquilo que são as necessidades destes certames, o que pode significar vir cá e sinalizar que o Governo está atento a estes territórios, mas, na maior parte das vezes, isso também significa medidas concretas que favoreçam os territórios”.

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