A tempestade Kristin provocou 1149 ocorrências no concelho, incluindo 101 relacionadas com a queda de árvores no dia 28 de janeiro
A Comissão Municipal de Proteção Civil esteve reunida no edifício Ciprestes para discutir os efeitos do comboio de tempestades que afetaram o País e, em particular, a região de Setúbal, entre os dias 19 de janeiro e 18 de fevereiro.
Esta reunião foi conduzida pelo vereador na Câmara Municipal de Setúbal, Paulo Maia, que detém o pelouro do Serviço Municipal de Segurança, Proteção Civil e Bombeiros.
Segundo informação divulgada pela autarquia, a tempestade Kristin provocou 1149 ocorrências no concelho, incluindo 101 relacionadas com a queda de árvores no dia 28 de janeiro, sendo a maioria na estrada de acesso às praias. Esse acabou por ser o dia mais crítico, com prejuízos de cerca de 56,7 milhões de euros.
Nesse contexto, o Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) torna-se importante para ajudar na recuperação e na prevenção de futuros fenómenos extremos. O plano foi apresentado pelo governo no dia 28 de abril, para o período 2026-2034.
Contudo, e segundo informação enviada a O SETUBALENSE, Paulo Maia afirmou que apesar das “boas expectativas” em relação ao programa, não se sabe o que esperar deste financiamento. “Estamos com boas expectativas, contudo ainda não sabemos as linhas de como se acede ao capital proporcionado no âmbito do PTRR”.
Além das tempestades, a reunião de trabalho também serviu para abordar o dossier em curso da Polícia Municipal, que é “essencial para libertar as forças de segurança para as tarefas para as quais estão verdadeiramente orientadas”, tendo a consulta pública do processo obtido seis contributos, com um deles a poder ser efetivamente integrado.