Câmara de Setúbal garante que “estava marcada para ontem uma intervenção” à árvore centenária

Câmara de Setúbal garante que “estava marcada para ontem uma intervenção” à árvore centenária

Câmara de Setúbal garante que “estava marcada para ontem uma intervenção” à árvore centenária

Bruno Russo adianta que foi pedido um parecer ao ICNF sobre a ancoragem e poda das árvores na zona, mas não obtiveram qualquer resposta até sexta-feira passada

O vereador da Câmara Municipal de Setúbal, Bruno Russo, garante que “estava marcada para ontem uma intervenção de ancoragem e poda para garantir a segurança sustentável da árvore” que caiu na segunda-feira, perto da zona de Vanicelos. Os serviços municipais já tinham identificado a árvore e após as tempestades do início do ano, tinha sido solicitada uma análise externa ao exemplar.

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Segundo Bruno Russo, a árvore estava sinalizada desde 2025 e vinha sendo acompanhada. Na sequência das tempestades registadas no início deste ano, a autarquia solicitou uma análise externa e previa intervir no local. Por se tratar de uma árvore centenária, foi também pedido um parecer ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) relativamente à intervenção.

“Não tendo recebido o parecer até à passada sexta-feira tínhamos decidido avançar com a intervenção de ancoragem e poda para manter a segurança. Estava marcada para ontem [1 de setembro]”, explica o vereador.

Bruno Russo acrescenta que, de acordo com a informação técnica transmitida pelos serviços municipais, o incidente não terá ocorrido por falta de vitalidade da árvore ou por uma estrutura previamente danificada.

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“É importante esclarecer que a informação técnica que nos chegou dos serviços é que a queda deve-se a se ter formado debaixo da raiz uma camada sem aderência ao solo, que é raro e não era possível identificar – não foi por falta de vitalidade ou estrutura danificada”, afirma.

Ontem de manhã, uma segunda árvore situada nas proximidades foi também cortada. Bruno Russo explica que a decisão de abater a segunda árvore esteve relacionada com a alteração das condições de segurança após a queda da primeira.

“Sem o apoio da primeira árvore, a segunda fica exposta a correntes e vento que aumentam o seu potencial de queda. Por uma questão de segurança optou-se por intervir”, afirma.

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A autarquia garante ainda que já tinha sido encomendado um relatório técnico a estas duas árvores em risco de queda.

Também António Cachaço esteve no local e reconheceu que “ninguém estava à espera” do que aconteceu. O vereador do Chega acrescentou que o partido está disponível para colaborar na resposta ao sucedido. “Da parte do Chega, vamos estar disponíveis para ajudar no que for necessário”.

Moradores preocupados com a segurança das árvores envolventes

A queda da árvore provocou danos em nove viaturas e levantou preocupações entre os moradores sobre o estado do arvoredo existente na zona. Lina Silva e Filomena Bastos, residentes nas proximidades, garantem que a situação já suscitava preocupação e afirmam que “toda a gente sabia que a árvore ia cair”.

As duas moradoras dizem ainda que esta é “a terceira árvore que cai nesta zona” e alertam para a existência de outros exemplares que consideram estar em situação preocupante. “Há outras árvores aqui a cair, junto à praceta há mais duas, pelo menos”, referem.

Vítor Fernandes, proprietário de uma das nove viaturas atingidas, após ver o seu carro completamente danificado pelas ramificações da árvore, aguarda agora pelo apuramento das circunstâncias do incidente e pelo encaminhamento do processo. “Da parte da câmara municipal, disseram-me que ia ser feito um relatório, que será visto pela Proteção Civil, validado, e depois iria ser entregue na câmara”, explicou a O SETUBALENSE.

A autarquia informou no próprio dia da queda que os vereadores Paulo Maia e Bruno Russo estiveram no terreno “a receber informações dos proprietários dos veículos afetados, para que os seus danos sejam reparados com a maior brevidade possível”.

O incidente ocorreu na Rua Engenheiro Henri Perron, em Vanicelos. No local estiveram um total de 23 elementos da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal (13), dos Bombeiros Voluntários de Setúbal (5), do Serviço Municipal de Segurança e Proteção Civil de Setúbal (1), da PSP (2) e dos serviços Municipalizados de Setúbal (2), acompanhados de quatro viaturas dos Sapadores, incluindo uma autoescada 32, duas dos Voluntários e uma grifa dos SMS.

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