Mais de 400 pessoas ‘fizeram praia’ junto ao edifício da câmara municipal

Mais de 400 pessoas ‘fizeram praia’ junto ao edifício da câmara municipal

Mais de 400 pessoas ‘fizeram praia’ junto ao edifício da câmara municipal

Manifestantes durante o protesto 'Praia do Bocage’, na Praça de Bocage, contra a privatização de praias da Arrábida, Setubal, 29 de agosto de 2026. RUI MINDERICO/LUSA

Protesto promovido pelo movimento “Deslarrrguem a Arrábida!” contou com a participação de José Manuel Pureza, do BE

Mais de 400 pessoas ‘fizeram praia’ em frente ao edifício da Câmara Municipal de Setúbal contra a privatização de cinco praias da Arrábida. O balanço é do movimento “Deslarrrguem a Arrábida!”, responsável por organizar o protesto que se estendeu pela tarde do passado sábado.

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Chapéus de sol, toalhas de praia e cartazes com mensagens contra a intenção de privatizar o acesso às praias da Rasca, Comenda, Rainha, Maria Esguelha e Albarquel, foi assim que decorreu a ação de protesto em formato ‘flashmob’. “O essencial que nós queremos mudar é a perceção pública do problema”, disse João Cruz, do movimento “Deslarguem a Arrábida!”, em declarações à agência Lusa.

O responsável garante que a possibilidade de ser retirada à população o acesso a estas cinco zonas balneares causa uma “grande indignação” aos setubalenses – e não só. “É a tentativa de privatização do espaço público que tem sido historicamente usufruto de toda a gente e agora há uma série de pessoas que estão a ter iniciativas de cercear o usufruto público, nomeadamente o nosso direito ao descanso e ao usufruto da paisagem”, acrescentou.

Sobre o processo, entende que este terá um desfecho favorável às populações. “O processo está em tribunal, por isso nós não podemos saber qual vai ser o desfecho. A questão das praias ainda é incerta, mas estamos confiantes que com a luta e com a mobilização vai ser possível impedir esse desfecho desfavorável às populações de Setúbal”.

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Presente na iniciativa esteve ainda Daniela Rodrigues, do BE Setúbal, que apontou o dedo ao executivo camarário de Setúbal, por considerar que este ainda não se fez ouvir. “Neste momento nós ainda nos continuamos a deparar com silêncio por parte do executivo municipal. Para o nosso entendimento ainda não se manifestou de maneira sonora e inequívoca como aliada da população. O que nós verificamos é que a população se mantém empenhada. Os movimentos pelo direito à praia e pelo direito ao litoral estão cada vez mais articulados e há cada vez mais a consciência de que é uma luta comum”.

protesto Deslarguem a Arrabida - Mais de 400 pessoas ‘fizeram praia’ junto ao edifício da câmara municipal

Fotografia: Catarina Carvalheda

No dia seguinte (domingo, dia 30) e a escassos quilómetros de distância falava José Manuel Pureza, líder do BE, que também marcou presença no protesto no sábado, falava durante o encerramento da rentrée do BE na Escola Sebastião da Gama, para se mostrar ao lado das populações.

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“Aqui, em Setúbal, há uma luta fundamental que está a acontecer. Sentindo as costas largas, uma família com muito dinheiro, que financia o Chega, quer tirar as praias da Arrábida às pessoas e fechá-las só para si. E o povo não se vergou ao mando dos ricos e veio para a rua exigir o que é seu. E o Bloco animou essa luta, está nela de corpo inteiro, não por si, mas por essa exigência básica: o que é de todos tem de ser de todos. É assim a democracia. E o Bloco de Esquerda de Setúbal cá está e, com ele, todo o Bloco de Esquerda. Delarrrrguem as praias!”. Com Lusa

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