Autarca do Seixal afirma que HGO não consegue dar resposta à população dos dois concelhos

Autarca do Seixal afirma que HGO não consegue dar resposta à população dos dois concelhos

Autarca do Seixal afirma que HGO não consegue dar resposta à população dos dois concelhos

Humberto Lameiras

Para amanhã, sábado, está marcada a 4.ª edição da Corrida e Caminhada pelo Hospital no Seixal, às 19h00, ao longo da zona ribeirinha do Seixal

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Construído em 1991, o Hospital Garcia de Orta, em Almada, foi dimensionado para uma população de 200 mil habitantes dos concelhos de Almada e Seixal, atualmente, estes dois territórios somam 400 mil habitantes, ou seja, o dobro da população para a qual a agora Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal foi projetada.

“Apesar do elevado profissionalismo de todos os trabalham no Hospital Garcia de Orta, é impossível continuar a servir com eficiência as populações de Almada e Seixal”, afirmou o presidente da Câmara do Seixal, Paulo Silva, na passada terça-feira, em conferência de Imprensa.

Lembrou o autarca que o Hospital Garcia de Orta, para tentar dar resposta aos 202.896 habitantes residentes no concelho de Almada, e perto dos 200 mil habitantes residentes no concelho do Seixal, tem vindo a receber a instalação de novos módulos, “alguns de qualidade duvidosa”, sendo que uns deles ficam foram do espaço do próprio hospital, caso do Núcleo de Oftalmologia instalado na zona residencial do Pragal. A isto soma-se o “aumento do tempo de espera”.

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Um dado que preocupa Paulo Silva relativamente à dificuldade de resposta do Hospital Garcia de Orta, tem sido o aumento da mortalidade infantil que se refletem nos problemas nos serviços de obstetrícia e urgências pediátricas.

Disse o autarca que os concelhos de Almada e Seixal tinham “os números de mortalidade infantil abaixo da média do País”, mas agora, segundo os números publicados pela Pordata, “em 2024 e 2025 passaram a ter números superiores à média nacional”, portanto, isto demonstra que o Hospital Garcia de Orta “não consegue fazer serviço público de qualidade”.

Para Paulo Silva estas são razões suficientes para que o Seixal insista em reivindicar a construção de um hospital no concelho. Uma unidade para trabalhar no âmbito da Unidade Local de Saúde Almada-Seixal, com serviço de urgências e serviços desconcentrados.

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Assim, para este sábado,12 de setembro, está marcada a 4.ª edição da Corrida e Caminhada pelo Hospital no Seixal, às 19h00, ao longo da zona ribeirinha do Seixal, e que espera contar, mais uma vez, com milhares de pessoas unidas na luta pela construção do futuro hospital público no concelho do Seixal.

A unidade no Seixal representa um investimento no edificado e espaços exteriores de cerca de 25 milhões de euros. Será construído em terreno do Estado, no Fogueteiro, em Amora, com o apoio da Câmara Municipal do Seixal através da isenção do pagamento de taxas municipais e a construção de acessos e infraestruturas, num valor de cerca de 2 milhões de euros.

“O Seixal é um dos concelhos mais populosos do País e o único que não tem hospital. O Governo comprometeu-se a construir o hospital no Seixal em 2009, mas as promessas foram constantemente adiadas”, disse Paulo Silva.

Com partida em frente ao Parque da Quinta dos Franceses, no Seixal, e chegada junto à sede do Núcleo do Sporting Clube de Portugal do Seixal, a Corrida e Caminhada pelo Hospital no Seixal constitui-se como um momento de mobilização comunitária em torno de uma causa que continua a ser “prioritária” para o concelho do Seixal.

Diversas entidades do concelho vão unir esforços para reforçar esta reivindicação. A iniciativa conta com o envolvimento da Câmara Municipal do Seixal, das juntas de freguesia, do Núcleo do Sporting Clube de Portugal do Seixal, da Comissão de Utentes de Saúde do Concelho do Seixal, da Plataforma Juntos pelo Hospital, delegação do Seixal da Liga Portuguesa contra o Cancro, a Lions Club do Seixal e três farmácias (Belverde, Reis Barata e Pinhal de Frades), Associação de Dadores Benévolos de Sangue do concelho do Seixal para divulgação das sessões de dádivas, e ainda de muitos cidadãos que continuam empenhados em defender melhores condições de acesso aos cuidados de saúde.

“A realização da quarta edição permitirá reforçar esta mobilização coletiva, dar continuidade à visibilidade da reivindicação junto das entidades responsáveis”, salientou Paulo Silva na conferência de imprensa, que contou com a participação de autarcas da Câmara Municipal do Seixal e representantes do Núcleo do Sporting e da Comissão de Utentes de Saúde.

O evento foi pensado para envolver participantes de diferentes idades e níveis de preparação física. A caminhada terá uma distância aproximada de três quilómetros, enquanto a corrida contará com um percurso de cerca de cinco quilómetros.

A participação é gratuita. As inscrições podem ainda ser feitas presencialmente no próprio dia, no local da iniciativa.

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