Câmara Municipal fecha 2025 com resultado positivo de 2,7 milhões de euros

Câmara Municipal fecha 2025 com resultado positivo de 2,7 milhões de euros

Câmara Municipal fecha 2025 com resultado positivo de 2,7 milhões de euros

Documento foi aprovado com os votos favoráveis de MVC, PSD e PS. Vereação do Chega votou contra

A Câmara Municipal do Montijo fechou 2025 com um resultado líquido positivo de 2,7 milhões de euros. A prestação de contas consolidada foi aprovada com os votos favoráveis de MVC (três), PSD (um) e PS (um), na reunião pública descentralizada do executivo, que decorreu na passada sexta-feira na AMUT. Os dois vereadores do Chega votaram contra.

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Segundo a informação divulgada pela autarquia, a receita total consolidada “atingiu os 88,2 milhões de euros e a despesa total fixou-se nos 66,4 milhões de euros”, ao passo que a “disponibilidade de tesouraria situava-se, no final do ano, nos 23,2 milhões de euros, mais 6,3 milhões do que em 2024”.

Os indicadores financeiros, adianta o município, evidenciam “uma situação de elevada solvabilidade, com 93% do ativo financiado por capitais próprios e uma dívida financeira total de 2,9 milhões de euros, equivalente a cerca de 1% do património líquido”. Já a receita corrente “permitiu ainda gerar um excedente de 11,5 milhões de euros”.

Apesar disso, o investimento realizado “ficou aquém do previsto”. “Em 2025, a despesa de capital totalizou 7,98 milhões de euros, correspondendo a cerca de 12% da despesa total do exercício”, lê-se na comunicação da edilidade, que realça a apresentação dos números feita por Fernando Caria, presidente da autarquia. “O reforço da tesouraria resulta, em parte significativa, da não concretização de uma parte importante dos investimentos previstos, traduzindo-se em obras e projetos que ficaram por executar.”

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O líder do executivo admitiu que herdou “uma situação financeira sólida” na Câmara, “caracterizada por baixos níveis de endividamento, crescimento da receita e uma tesouraria robusta”, porém, com “um conjunto de compromissos e expectativas por concretizar”. E defendeu “a necessidade de aumentar o ritmo de execução dos investimentos”.

Fernando Caria apontou, assim, como prioritário “a aceleração das obras e projetos em curso”, em particular o investimento “nas áreas das estradas e espaço público, manutenção urbana, habitação, escolas e equipamentos sociais”. Também prioritário, assumiu, é “o reforço da monitorização da execução orçamental, a recuperação de dívidas em mora e a prestação regular de informação aos órgãos municipais sobre o estado de execução do orçamento e dos investimentos”, lê-se na mesma nota publicada pela autarquia.

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