Carlos Albino diz que novos investimentos vão “moldar o futuro” da Península de Setúbal

Carlos Albino diz que novos investimentos vão “moldar o futuro” da Península de Setúbal

Carlos Albino diz que novos investimentos vão “moldar o futuro” da Península de Setúbal

Presidente da Câmara da Moita falava na sessão de abertura da conferência “Infraestruturas, Mobilidade e Competitividade na Península de Setúbal”, que decorre durante todo o dia de hoje

O crescimento e os novos investimentos na Península de Setúbal estão hoje em debate no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira. O presidente da Câmara Municipal da Moita considera que este é o momento ideal para debater as “matérias que vão moldar o futuro” da região.

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Carlos Albino falava na cerimónia de abertura da conferência “Infraestruturas, Mobilidade e Competitividade na Península de Setúbal”, que decorre durante todo o dia de hoje.

“Durante muitos anos a Península de Setúbal foi vista como o parente pobre da Área Metropolitana de Lisboa. O desinvestimento a que o território foi sujeito , agravado por um modelo de organização territorial que não refletia adequadamente a sua realidade e que condicionou o acesso a instrumentos de financiamento fundamentais, contribuiu para acentuar desigualdades e atrasar o seu desenvolvimento”.

O autarca destacou que, quando for construída a Terceira Travessia do Tejo, o acesso rodoviário à ponte vai ficar situado no concelho da Moita, facto que pode trazer para este município mais investimento. “Isso, por si só, impactará o concelho”.

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“Estamos perante um novo horizonte de oportunidades, mas também perante uma responsabilidade acrescida, garantir que a Península de Setúbal está preparada para aproveitar esta nova fase e transformar estas oportunidades em melhores condições de vida para as nossas populações”, referiu ainda.

Reivindicou também a necessidade de se investir em infraestruturas, nomeadamente na Saúde e Educação, assim como nos transportes. “É fundamental garantir uma verdadeira integração dos transportes, reforçar as infraestruturas e equipamentos em áreas essenciais, como a educação e a saúde, e articular esta transformação com a sustentabilidade do território. Se soubermos antecipar os desafios e aproveitar as oportunidades que se abrem à Península de Setúbal, poderemos gerar benefícios económicos, reforçar a competitividade regional e posicionar o território de forma mais afirmativa nos mercados nacionais e internacionais”.

O diretor-geral da Associação da Indústria da Península de Setúbal (AISET) garante que “estamos hoje numa fase de desenvolvimento institucional da nossa península”. Nuno Maia elogiou o trabalho que está a ser desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal (CIM-PS) , e a forma como este organismo está a alavancar o desenvolvimento da região.

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Num momento em que se prepara um novo quadro comunitário de apoio por parte da União Europeia, explica o responsável que “os fundos comunitários não são um fim em si mesmo”, mas compreende a necessidade da captação destes financiamentos, considerando que este é também “um veículo para dar o salto que precisamos”.

Ao relembrar a conferência que decorreu no ano passado, também promovida pelo jornal O SETUBALENSE e a AISET, falou dos dados que referiu o ano passado sobre a diferença da península no que diz respeito à coesão social.

As pontes – 25 de Abril e Vasco da Gama – e a Autoeuropa foram três das infraestruturas referidas durante o discurso de Nuno Maia. Entende que, desde aí, “passaram 20 anos e que muito pouco se fez” a nível de desenvolvimento económico.

Espera por isso contar com o contributo de todos para que, daqui por 20 anos, se possa dizer que a península se destaca nas grandes regiões no País.

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