13. II Guerra Mundial alavancou a CUF como maior centro químico-industrial do País

13. II Guerra Mundial alavancou a CUF como maior centro químico-industrial do País

13. II Guerra Mundial alavancou a CUF como maior centro químico-industrial do País


100 ANOS DO DISTRITO DE SETÚBAL, 100 ACONTECIMENTOS.
Durante os anos da guerra, o complexo expandiu a sua capacidade produtiva para responder às necessidades do mercado nacional

Durante a II Guerra Mundial (1939–1945), a expansão da Companhia União Fabril (CUF) no Barreiro foi um dos fenómenos industriais mais importantes da região de Setúbal e Portugal. Embora o País se tenha mantido oficialmente neutro, a guerra criou uma forte procura por produtos químicos, adubos, óleos, sabões e outras matérias-primas produzidas pela CUF, favorecendo o crescimento do complexo industrial barreirense.

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Sob a liderança do empresário industrial Alfredo da Silva, e até à sua morte em 1942, a CUF já tinha transformado o Barreiro no principal centro químico-industrial do País. Durante os anos da guerra, o complexo expandiu a sua capacidade produtiva para responder às necessidades do mercado nacional e às oportunidades criadas pela escassez de produtos importados.

Após 1942, a gestão passou para Manuel de Mello, que prosseguiu uma política de diversificação e expansão do grupo. A CUF entrou ou reforçou a presença em setores como química pesada, metalomecânica, papel, petróleo, máquinas elétricas e outras indústrias estratégicas.

O crescimento da fábrica CUF provocou um forte aumento da população operária. O complexo industrial do Barreiro empregava cerca de 2.000 trabalhadores em 1916 e cerca de 6.000 em 1940, demonstrando a enorme expansão ocorrida nas décadas anteriores e consolidada durante o período da guerra.

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Para alojar e apoiar esta população, a empresa desenvolveu uma política de caráter paternalista, construindo bairros operários, escolas, serviços médicos e ainda equipamentos sociais e recreativos.

Os bairros construídos pela CUF dentro dos terrenos industriais continuaram a expandir-se até meados da década de 1940, constituindo uma verdadeira “cidade industrial” associada à empresa.

No final da guerra, o Barreiro era já o maior polo industrial português e a base do que viria a tornar-se, nas décadas de 1950 e 1960, o maior grupo industrial da Península Ibérica. O complexo da CUF ocupava uma vasta área da margem sul do Tejo e concentrava milhares de trabalhadores, influenciando profundamente a economia, a sociedade e o urbanismo da região.

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Em síntese,a II Guerra Mundial acelerou o crescimento da CUF no Barreiro porque a neutralidade portuguesa permitiu manter a atividade económica e aumentar a produção industrial. A empresa expandiu fábricas, diversificou setores e atraiu milhares de trabalhadores, transformando o Barreiro no principal centro industrial português do século XX.

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