João Nívea: “Não é altura para estar com muita conversa mas sim de mostrar resultados”

João Nívea: “Não é altura para estar com muita conversa mas sim de mostrar resultados”

João Nívea: “Não é altura para estar com muita conversa mas sim de mostrar resultados”

Apresentado oficialmente como treinador do Vitória na sexta-feira, João Nívea, de 35 anos, mostrou-se orgulhoso pela oportunidade que lhe deram de treinar o maior clube da sua carreira. Com um discurso frontal e ambicioso, o sucessor de Filipe Moreira, que na época anterior orientou o Moncarapachense e o São João de Ver, abordou vários temas, dando conta das ideias que pretende implementar no clube.


“Tenho noção da grandeza do Vitória. Sou um orgulhoso alentejano, já passei por muitos sítios, do Norte ao Sul de Portugal, mas tenho plena noção que estou no maior clube da minha carreira e sinto que estou preparado. Sinto que sou um de vós, antes mesmo de cá chegar, por aquilo que foi o meu trajeto até aqui”, disse na apresentação que decorreu na sala de Imprensa.

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Aos vitorianos, o técnico, que no domingo se estreou a ganhar ao leme dos sadinos (3-1 ao Lagoa), lançou um repto. “Entendo que esta não é a altura de falar, não é a altura de estar com muita conversa, mas sim de mostrar resultados. A minha primeira mensagem para os adeptos é que os adeptos têm que ser o nosso 12.º jogador. Não há nenhum clube nesta divisão que consiga levar centenas de pessoas a qualquer estádio nesta série, quando joga fora de casa. Não há nenhum clube que tenha tanta gente em casa como o Vitória”.


E acrescentou: “Peço que nos momentos menos positivos, se sinta o apoio do 12.º jogador. Apoiem-nos principalmente neste momento. Deste lado haverá uma exigência máxima, que é apanágio deste clube, mas do treinador para com a equipa haverá um sentimento e uma exigência de limite todos os dias para nos prepararmos, dia após dia, para chegarmos ao domingo e estarmos em condições de agradar aos vitorianos”.


Apesar do atraso que a equipa tem para os primeiros lugares, João Nívea frisa que nada ainda está perdido. “Confiem e, acima de tudo, estejam connosco, porque as contas não se fazem em outubro, as contas far-se-ão em abril. Faltam 20 jogos e a convicção de toda a gente é que se caminharmos juntos, se houver simbiose entre treinador-bancada, estrutura-bancada, equipa-bancada, as coisas tornam-se menos difíceis”.

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Questionado sobre a forma como encontrou a equipa quando chegou, o técnico foi perentório. “Encontrei um balneário sem sorrisos. E ainda bem que assim é, porque a situação em que o Vitória está não permite que haja sorrisos aqui dentro do grupo de trabalho. Quem sorrir está completamente desfasado daquilo que são as suas responsabilidades enquanto profissional de futebol, seja qual for a sua função: jogador, estrutura técnica ou ‘staff’”.
Apesar de a equipa estar cabisbaixa, João Nívea vislumbrou nos atletas a vontade inverter o rumo. “Na interação que tive com o plantel quando cheguei senti que querem dar a volta à situação. Acredito que os sócios do Vitória estejam completamente cheios de promessas e de conversas e querem ver atitudes. Prometo aos sócios do Vitória que o nosso grupo de trabalho vai dar uma resposta à altura daquilo que tem que ser um grupo de jogadores, uma equipa, uma família e, acima de tudo, uma equipa de futebol do Vitória”.


“Tenho noção clara do clube para onde vim”


Com o presidente Francisco Alves Rito e o diretor desportivo Carlos André ao seu lado, o treinador falou do seu percurso até aqui. “Quero agradecer a oportunidade ao presidente e ao Carlos André pelo convite que me fizeram. Tenho noção clara do clube para onde vim. Sei do que é que as gentes do Vitória são feitas. Se olharem um bocadinho para aquilo que foi o meu trajeto até aqui, acho que venho para uma casa que defende e se revê em valores de respeito como são os meus”.

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Nascido em Cascais e criado em Ponte de Sor, o técnico que se assume como um “orgulhoso alentejano” garante que nada lhe foi dado de bandeja. “Sou de origens humildes, nunca me caiu nada do céu. Os passos que tive que dar, demorassem muito ou pouco tempo, consegui dá-los com o meu trabalho, com o meu esforço e com a minha dedicação. Aprendi a lidar com os momentos menos positivos e a saber sair motivado com os momentos positivos”.


João Nívea deixou uma garantia aos adeptos do emblema setubalense na primeira vez que falou publicamente no Bonfim. “Não sou de Setúbal, mas defendo os mesmos ideais de todos os vitorianos. Gente de trabalho, humilde e com uma paixão muito grande. Logo desde o primeiro dia demonstrei ao que venho, mostrei o meu empenho, o meu trabalho e, acima de tudo, a dedicação e a minha paixão”.

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