Filipe Moreira: “Resultado foi cruel e duro para toda a gente”

Filipe Moreira: “Resultado foi cruel e duro para toda a gente”

Filipe Moreira: “Resultado foi cruel e duro para toda a gente”

Que análise faz ao jogo em que o Vitória chega ao 1-0 nos minutos iniciais e acaba por permitir a igualdade (1-1) do Real?

O resultado foi cruel. Na primeira parte entrámos com vontade, atitude, qualidade e a criar momentos que fazem a diferença. O resultado no final da primeira parte (1-1) não espelha nada aquilo que aconteceu dentro do campo. Foi cruel e duro para toda a gente, até para os nossos adeptos e sócios que estiveram com a equipa, que a apoiaram sempre durante o jogo, foram fantásticos, foram o 12.º jogador que nós precisávamos. Os jogadores sentiram essa força, portanto, muito daquilo que fizemos também se deve a eles, porque a equipa estava bem, com qualidade e a criar oportunidades, inclusive no momento do jogo que em que falhámos o penálti (aos 45+3 minutos).

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Em comparação com as jornadas iniciais, como sente a equipa que continua sem ganhar no Bonfim?

Com toda a sinceridade, senti neste jogo um crescimento muito grande da equipa, cada vez mais eu estou a sentir isso. É verdade que começámos mal o campeonato, as exibições não foram aquilo que nós temos que fazer e não está à altura da nossa ideia nem daquilo que é o Vitória. A partir do momento em que ganhámos o jogo fora de casa diante do Lajense (1-0 na 3.ª jornada), sinto um crescimento muito grande da equipa. Excluo desta fase os últimos 20 minutos com o Juventude de Évora (sadinos venciam 2-0 e permitiram empate 2-2), que foram muito maus, acabando por consentir um empate.

No jogo com o Juventude, tal como agora com o Real, a equipa domina sem eficácia e acaba por pagar a fatura do desperdício que tem…

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Há qualidade, há momentos em que a equipa delicia quem está a ver o jogo, as oportunidades aparecem, os momentos para fazer golos acontecem várias vezes e a equipa ganha uma imagem diferente. No entanto, neste jogo ficou evidente que os detalhes – o penálti contra que sofremos e o que falhámos, os golos que podíamos ter feito muitas vezes por mérito do guarda-redes contrário com grandes defesas – são decisivos. Quando acontece isto é uma dor muito grande, é uma dor para toda a gente, para os adeptos, os sócios, os treinadores, a direção, os jogadores e toda a estrutura que trabalha no clube, porque sinceramente não merecíamos isto.

Independentemente do valor do adversário – Real não tem derrotas na prova –, a equipa sente que não merecia perder?

Claro que estamos tristes, estamos magoados, mas o futebol por vezes, como disse, dá-nos coisas que a gente não espera, e aquilo que aconteceu hoje é uma mentira absoluta. Jogámos contra uma equipa com muita qualidade, as pessoas vão vendo os resultados que elas vão fazer no futuro, cada vez mais, não tinha perdido neste campeonato e continua a não perder. Jogámos com uma equipa que ainda não perdeu, só que nós fomos superiores, e acho que o resultado não espelha em nada aquilo que se passa dentro do campo.

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Depois do claro domínio exercido na primeira parte, como explica a quebra que a sua equipa teve depois do intervalo?

Na segunda parte quisemos sempre jogar, acelerar e fazer diferença. No entanto, alguns jogadores nucleares da nossa equipa quebraram, também fisicamente, porque não conseguem impor um ritmo nos 90 minutos, é impossível. Com a qualidade que apresentámos não se consegue manter uma condição física dos jogadores até o limite. É nesse sentido que eu também compreendo os jogadores quando atingem o seu limite, porque dão tudo.

No cômputo geral, ficou satisfeito com o desempenho dos jogadores?

Estou muito satisfeito com o grupo de trabalho. Uma palavra de reconhecimento, de respeito, de gratidão pela atitude que os jogadores tiveram durante o jogo todo. Quiseram ganhar, jogaram para o conseguir, e, por isso, não olho só para o resultado, mas também para o rendimento que a equipa apresentou. Nesse aspeto, é a única coisa que me deixa com alguma felicidade. De resto, sinto a tristeza, que tem que ser comum a todos, porque são dois empates em casa, seguidos, que não merecíamos pela primeira parte que fizemos, bem como pelo pouco que o adversário também fez na segunda parte para o justificar. Na minha ótica, com todo o respeito, o Real não fez o suficiente para empatar este jogo e merecer a igualdade.

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