Ao terceiro jogo realizado em casa na série 4 do Campeonato de Portugal, o Vitória continua sem ganhar no Estádio do Bonfim. A contar para a 5.ª jornada da prova, os sadinos não foram domingo além de uma igualdade (1-1) diante do Real SC, adversário que começou a perder aos cinco minutos – golo de Carlos Djaló, que viria a desperdiçar uma grande penalidade – e repôs o empate ainda na primeira parte num penálti convertido por Nadre Butcher, aos 36 minutos.
Apesar da entrada forte dos anfitriões, que na primeira meia hora de jogo poderiam ter construído uma vantagem confortável no marcador, a equipa voltou depois desse período a dar sinais de intranquilidade, acabando por não conseguir chegar ao golo que garantisse a conquista dos três pontos. Ainda antes do intervalo, aso 45+3 minutos, a equipa viu o autor do primeiro golo a perder uma ocasião soberana da marca dos 11 metros.
Com o empate frente ao emblema de Queluz, que segue agora na 6.ª posição com sete pontos, os setubalenses atrasaram-se ainda mais na perseguição aos primeiros lugares, ocupando agora a 9.ª posição com cinco pontos (em resultado de um triunfo, dois empates e duas derrotas), a cinco de distância do Sintrense e Imortal que ocupam os dois primeiros postos que permitem a qualificação para a fase de subida.
Em relação ao onze inicial, o treinador Filipe Moreira fez alinhar de início Rodrigo Gomes, Fábio Pala, Tomás Piedade, Henrique Pires, Martins Tobi, Carlos Amaral, Pedro Pinto, Gustavo Teixeira, André Gomes, Mani Djaló e Carlos Djaló. Em comparação com o duelo de há três semanas na Taça de Portugal – triunfo 2-0 no reduto do Alcains – houve apenas uma novidade coma entrada de Mani Djaló para o lugar de Bruno Paula.
Do lado do conjunto de Queluz, o técnico Rafael Serrador, cuja equipa viajou até Setúbal vinda de três empates consecutivos na prova (5-5 co Lajense e 1-1 com Serpa e Santa Clara B), apostou em Paulo Cassoco, Martim Freitas, Isaac Alves, Paulo Tavares, Nadre Butcher, Bruno Oliveira, Pedro Manata, Melaine Camará, Afonso Fernandes, Camilo Costa e Bernardo Legatheaux.
No regresso a casa, os setubalenses, que foram claramente a melhor equipa na primeira parte, entraram melhor e, ainda antes de estar cumprido o primeiro minuto, visaram a baliza num remate de Pedro Pinto que testou a atenção do guardião Paulo Cassoco. Aos cinco minutos, na sequência de uma excelente jogada coletiva, os anfitriões foram eficazes na área contrária, conseguindo chegar ao 1-0 numa finalização de classe de Carlos Djaló.
Motivados pelo golo, os anfitriões mantiveram a pressão sobre o Real que só não sofreu o 2-0, na cobrança de um livre de Carlos Amaral em zona frontal, aos 10 minutos, devido a uma defesa atenta de Paulo Cassoco. Aos 16, o guarda-redes voltou a ser providencial ao impedir que um disparo de Mani Djaló, à entrada da área, ampliasse a vantagem sadina num lance coletivo desenhado por Pedro Pinto e Carlos Djaló que fizeram a bola chegar a Mani Djaló.
Penálti marcado, penálti falhado
Aos 26, foi o médio Pedro Pinto a testar a atenção do guardião dos visitantes. Depois de meia hora de domínio absoluto, os sadinos começaram a cometer erros que foram permitindo chegar à baliza defendida por Rodrigo Gomes, que também se precipitou na abordagem a alguns lances. Numa dessas jogadas de ataque, o árbitro madeirense João Silva assinalou penálti e Nadre Butcher encarregou-se da marcação e repôs igualdade (1-1), aos 36 minutos.
Tal como tinha sucedido até à meia hora de jogo, os vitorianos voltaram à carga e criaram várias ocasiões para marcar. O desperdício continuou a ser uma constante, destacando-se neste capítulo Carlos Djaló. Aos 40, 42 e 43 minutos, o avançado não conseguiu levar a melhor sobre o guardião do Real e, aos 45+3, também falhou, desta vez na marcação de um penálti, levando a bola a embater no poste direito, terminando a primeira parte com 1-1 no marcador.
Após o intervalo, a partida tornou-se menos interessante e o Vitória tornou-se menos acutilante e esclarecido. As equipas tornaram-se mais faltosas e os lances de perigo junto das balizas foram menos frequentes para insatisfação dos adeptos presentes no Bonfim. Apesar de as oportunidades de golo terem sido raras houve alguns momentos em que as equipas podiam ter chegado ao golo. Exemplo disso foi um remate de Gustavo Teixeira, aos 54 minutos, para defesa do guarda-redes do Real.
Com objetivo de tentar mudar o rumo do jogo e dar mais frescura física à equipa, o treinador Filipe Moreira efetuou substituições em três momentos distintos: aos 67 saíram Gustavo Teixeira e Pedro Pinto e entraram Bruno Paula e João Delgado; aos 72 Chima rendeu Mani Djaló e, aos 80, foi a vez de Carlos Amaral e Carlos Djaló serem substituídos por Uri e Zé Mário. As mexidas não tiveram efeitos práticos e o resultado final manteve-se em 1-1. Desagradados com o desfecho, os adeptos manifestaram no final o seu desagrado com apupos à equipa liderada por Filipe Moreira.