Quase um mês depois do empate (2-2) com o Juventude de Évora, o Estádio do Bonfim volta a ser domingo, a partir das 15 horas, palco de um jogo oficial do Vitória. A contar para a 5.ª jornada da série 4 do Campeonato de Portugal, os sadinos, atual 9.º classificado da prova com quatro pontos, defrontam o Real Sport Clube, emblema de Queluz, que segue na 5.ª posição com seis pontos.
Após a pausa de três semanas devido aos compromissos das seleções, os adeptos setubalenses, que querem ver o clube aproximar-se dos lugares cimeiros da tabela, aguardam com expectativa o regresso à competição do conjunto comandado por Filipe Moreira depois de ter há três semanas vencido (2-0) no reduto do Alcains, em partida da 2.ª eliminatória da Taça de Portugal.
Na receção ao Real SC, os vitorianos, que têm clara vantagem nos duelos travados entre os clubes (cinco triunfos, um empate e duas derrotas) vão tentar somar o sexto êxito consecutivo frente ao adversário. Todos os jogos entre as formações aconteceram entre as épocas 2021/22 e 2023/2024, nesta última a contar para o Campeonato de Portugal e nas ocasiões anteriores os confrontos foram na Liga 3.
O embate deste domingo marca o reencontro entre os clubes menos de três anos depois de terem medido forças pela última vez, a contar para a série D do Campeonato de Portugal de 2023/24, temporada em que os sadinos levaram a melhor nos dois encontros realizados. A 14 de janeiro de 2024, no Bonfim, o Vitória ganhou 2-0 com golos de Heliardo (grande penalidade) e Joel Monteiro.
Do plantel então treinado por José Pedro, apenas um jogador que alinhou na partida pode voltar a envergar a camisola verde e branca novamente diante do Real. Trata-se de Diogo Martins que na altura começou o jogo no banco de suplentes e substituiu no decorrer da segunda parte Gonçalo Maria. Na primeira volta, o duelo, em Queluz, que terminou também com o triunfo sadino teve contornos épicos.
Depois de uma entrada em falso dos comandados de José Pedro, que aos sete minutos já perdiam 2-0, os sadinos encurtaram a distância no marcador aos 39 minutos por Tiago Duque que devolveu a esperança na recuperação. Aos 72, a equipa ficou a jogar com 10 devido à expulsão de Lourenço Henriques. O revés não impediu os sadinos de repor o empate (2-2) por João Marouca, aos 82 minutos, e, aos 90+5, Flavinho operou a reviravolta no marcador (3-2).
Antes, na temporada 2022/23, Vitória e Real enfrentaram-se quatro vezes na Liga 3 (duas na 1.ª fase e duas na de manutenção). Em Queluz, os sadinos ganharam 2-1 os dois jogos aí efetuados. Na fase de manutenção, os golos de Mário Mendonça e Zequinha operaram a cambalhota no marcador e, na fase regular, Zequinha voltou a ‘faturar’ juntamente com Camilo Triana.
Em Setúbal, na fase de manutenção, 1-0 foi o resultado com mais um golo de Camilo Triana, que confirma a superioridade do Vitória nos últimos confrontos entre os clubes (cinco triunfos em cinco jogos). A última vez que o Real conseguiu ganhar aconteceu a 13 de novembro de 2022, dia em que bateu os sadinos, no Bonfim, por 5-3. Nesse duelo, os anfitriões ganhavam 3-2 aos 74 minutos, mas permitiram que o Real marcasse três golos na reta final (85, 90+3 e 90+7).
Recuando no tempo chegamos a 2021/22, primeira época em que os dois conjuntos se defrontaram. Também a contar para a Liga 3, os setubalenses não guardam boas memórias dos dois embates travados. No primeiro jogo da história entre ambos, o Real ganhou 2-1, a 23 de outubro de 2021, curiosamente com um dos golos a ser apontado por Fábio Pala, que representa atualmente o Vitória. No Bonfim, registou-se uma igualdade (1-1).
Menos opções no plantel
No domingo, o treinador Filipe Moreira já não vai ter à disposição o guarda-redes Tomás Carvalho e o atacante Giovanni Moura, que deixaram nos últimos dias de fazer parte do plantel principal dos sadinos.
O guarda-redes chegou ao Vitória no início da época depois de ter representado o Barreirense em 2024/25. Estreou-se com a camisola verde e branca na jornada inaugural dos setubalenses no Campeonato de Portugal a 16 de agosto, dia em que perderam, por 4-2, no reduto do Serpa. Tomás Carvalho, que tinha tido uma passagem pelos sub-17 do Vitória em 2016/17, teve no seu percurso, entre outros, passagens por Belenenses, Cova da Piedade e Mafra.
Giovanni Moura, que chegou ao Vitória proveniente do Oriental, efetuou três partidas pelo clube (derrotas com Serpa, 4-2, e Amora, 3-1, e triunfo com Lajense, 1-0). Nos escalões de formação passou pelo Benfica, Sacavenense, Belenenses e Damaiense. Seguiram-se o Estrela da Amadora (sub-21 e sub-23), Barreirense, Alverca, Oriental e, já em 2026, o Vitória.