Escritor Miguel Leonardo questiona a valorização da dignidade humana

Escritor Miguel Leonardo questiona a valorização da dignidade humana

Escritor Miguel Leonardo questiona a valorização da dignidade humana

Reflexão do autor parte das transformações do mundo contemporâneo, da substituição do trabalho humano por máquinas e questiona o lugar das pessoas numa sociedade cada vez mais marcada pela tecnologia.

Ao longo da obra, que combina poesia, prosa, memória e sonho, o autor interroga conceitos como a humanidade e o humanismo, a vida e a morte, opondo a dignidade e a essência do ser humano a uma visão utilitarista da existência, revela a editora, que já publicou anteriormente outro livro do autor.

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“A fábrica de criar pessoas” conta com um prefácio do escritor e professor de literatura Fernando Pinto do Amaral, que reconhece em Miguel Leonardo “uma escrita quântica, imprevisível, como um rio entre montanhas, feita para ser lida na mesma pressa com que as palavras fogem dos olhos”.

A reflexão do autor parte também das transformações do mundo contemporâneo, nomeadamente da substituição do trabalho humano por máquinas, questionando o lugar das pessoas numa sociedade cada vez mais marcada pela tecnologia.

Com ilustrações de Diogo Barros Pires e Luís Almeida, o livro aborda ainda a memória, a imaginação e as contradições da existência humana, numa reflexão sobre a importância de preservar a identidade e a individualidade.

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A editora, Paula Cajaty, especificou, à Lusa, que ainda não há data prevista para a publicação, mas que está em contacto com o autor para a definição da melhor altura para agendar o lançamento.

Nascido em Almada, em 1996, Miguel Leonardo é escritor, poeta, ensaísta, ator, argumentista e realizador, tendo feito parte do movimento Ultra Abjeccionista aos 16 anos.

Em 2023, publicou “A voz de Lisboa com Paris”, também pela Gato-Bravo, o seu primeiro livro, que aborda a transformação de Lisboa numa cidade cosmopolita, marcada pelo turismo e pela globalização, e a consequente perda de identidade, tradições e características próprias, ao mesmo tempo que reflete sobre o impacto da tecnologia na vida urbana.

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Depois disso, lançou “Pena Humana”, na Poética Edições.

No cinema, realizou, em 2022, a curta-metragem “O rapaz que pensava demais”, selecionada para festivais em Portugal, Inglaterra e Itália, e assinou o argumento de “O som da ditadura”, premiado em Nova Iorque em 2025.

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