Trabalhadores da Lisnave em greve às horas extraordinárias até domingo

Trabalhadores da Lisnave em greve às horas extraordinárias até domingo

Trabalhadores da Lisnave em greve às horas extraordinárias até domingo

Acordo Anual de 2026 foi rejeitado unanimemente pelos trabalhadores em assembleia geral que vão promover, até sexta-feira, uma série de plenários

Os trabalhadores da LisnaveYards estão em greve às horas extraordinárias desde hoje e até ao próximo domingo, na sequência da rejeição unânime do Acordo Anual de 2026 pelos trabalhadores presentes em assembleia geral. Os trabalhadores também marcaram plenários para hoje, amanhã e sexta-feira.

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Em comunicado enviado a O SETUBALENSE, a Comissão de Trabalhadores da LisnaveYards explica que estas ações manifestam o descontentamento com o processo negocial deste ano. Durante os plenários será elaborado e discutido um documento com as principais razões da insatisfação, que será posteriormente entregue à gerência.

O caderno reivindicativo apresentado para 2026 incluía propostas de atualização salarial, revisão do regime de adaptabilidade, melhorias no sistema de avaliação e progressão das carreiras, reconhecimento das competências profissionais e melhoria das condições de trabalho, condições que, dadas as dificuldades económicas e operacionais, não foi possível cumprir.

Por isto, a comissão reduziu a proposta de atualização salarial de 7,3% para 3,8% e retirou medidas que implicavam encargos diretos imediatos. O objetivo, segundo a estrutura, era preservar um compromisso de revisão progressiva das carreiras profissionais e a avaliação do regime de adaptabilidade.

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“Apesar destas reformulações, não foi possível alcançar um entendimento, tendo a gerência mantido a atualização salarial de 3,2%, sem acolher os compromissos de valorização profissional considerados essenciais pelos trabalhadores”, referem.

O acordo anual foi depois rejeitado por unanimidade pelos presentes na assembleia geral. A Comissão de Trabalhadores esclarece que o aumento salarial de 3,2% já foi aplicado administrativamente pela Gerência, mas sublinha que essa aplicação não significa a aceitação do acordo rejeitado.

“Não procuramos o conflito pelo conflito, nem confundimos a responsabilidade com resignação. O nosso compromisso é com os trabalhadores, o nosso dever é com o estaleiro e a nossa responsabilidade é com o futuro”, referem também.

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Na mesma nota a estrutura diz-se preocupada com o futuro do Estaleiro da Mitrena, que se aproxima do final da atual concessão. Por essa razão têm sido feitos contactos com a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) e grupos parlamentares para sensibilizar para a importância de assegurar a continuidade da atividade industrial, preservar os postos de trabalho e salvaguardar os direitos dos trabalhadores.

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