Exercício teve uma duração 18 minutos e foi promovido no âmbito das comemorações do Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes
O alarme soou às 10h30 e levou à evacuação de 637 pessoas da Escola Secundária D. Manuel Martins, num simulacro de sismo organizado pelos alunos do Curso Técnico de Proteção Civil.
A iniciativa, acompanhada pelo Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) de Setúbal, envolveu 583 alunos, 46 professores e oito funcionários, que se dirigiram para o campo desportivo exterior da escola, definido como ponto de encontro.
O exercício teve uma duração total de 18 minutos e foi promovido no âmbito das comemorações do Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes, permitindo aos estudantes aplicar na prática os conhecimentos adquiridos durante a formação.
No final do simulacro, o coordenador do SMPC, José Luís Bucho, destacou o desempenho dos participantes, sublinhando que “o ciclo de emergência foi totalmente cumprido”, desde as fases de prevenção e preparação até à resposta e reposição da normalidade.
Apesar da avaliação positiva, foram identificados alguns aspetos a melhorar. Entre os constrangimentos registados estiveram a existência de portas trancadas e o incumprimento, por parte de alguns participantes, da instrução para permanecerem organizados em fila indiana no ponto de encontro.
José Luís Bucho defendeu ainda a necessidade de estudar percursos alternativos de evacuação, evitando obstáculos como escadas, e de encontrar uma localização mais adequada para concentrar a comunidade escolar, considerando que o campo desportivo utilizado durante o exercício poderá não ser a solução mais indicada numa situação real de emergência.
O responsável explicou também que o encaminhamento das turmas deve ser assegurado pelos respetivos professores, com o apoio dos delegados de turma, de forma a garantir uma evacuação organizada e facilitar a contabilização dos participantes.
Entre os aspetos positivos do exercício, está a assistência prestada a uma aluna com mobilidade reduzida, exemplo que, segundo José Luís Bucho, demonstra a importância da entreajuda e da atenção às necessidades individuais em contexto de emergência.
O coordenador recordou ainda que este tipo de exercícios é obrigatório e realçou a importância da preparação contínua da população para situações de risco, envolvendo cidadãos, famílias, escolas e restantes instituições.
A propósito do reconhecimento de Setúbal como Cidade Resiliente pelas Nações Unidas, José Luís Bucho lembrou que “é fácil obtê-lo, mas não é fácil mantê-lo”, defendendo a necessidade de investir continuamente na prevenção e na sensibilização da comunidade.
Além da Escola Secundária D. Manuel Martins, o simulacro realizou-se também noutras escolas do concelho, contribuindo para reforçar a preparação das comunidades educativas e consolidar as boas práticas que valeram a Setúbal a distinção internacional atribuída pelas Nações Unidas em 2017.