Aposta permitirá não só reforçar a qualificação dos profissionais em exercício, como também contribuir para atenuar a falta de docentes em várias escolas da região e do País
A Universidade Politécnica de Setúbal (UNIPS) é agora uma das quatro instituições de ensino superior do País a abrir vagas para cursos profissionais de professores.
A iniciativa surge no âmbito de uma medida implementada pelo Governo de Luís Montenegro, com o objetivo de responder à escassez de professores que se faz sentir em Portugal.
O curso, destinado a docentes e a detentores de habilitação própria para a docência, terá início no próximo mês de novembro na Escola Superior de Educação da UNIPS e será integralmente financiado pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação.
O programa de formação terá a duração de cerca de dois anos para os docentes com menos de cinco anos de serviço e de um ano para os professores que contam com mais de cinco anos de experiência letiva.
Num investimento global de 5,5 milhões de euros, e das 1.036 vagas disponibilizadas a nível nacional, apenas 85 foram atribuídas à UNIPS. As restantes serão distribuídas à Universidade Aberta, Universidade de Lisboa e Instituto Politécnico de Beja.
A medida assume particular relevância para os docentes que ingressam nos quadros através de concursos externos e que aguardam a obtenção de qualificação profissional para exercerem funções de ensino em pleno.
A formação promovida pela universidade politécnica abrangerá maioritariamente docentes do distrito de Setúbal, uma vez que esta é uma das regiões do País onde a escassez de professores continua a ser mais significativa.
Para o diretor da Escola Superior de Educação da UNIPS, Pedro Felício, a formação inicial e contínua de educadores e professores “assume uma relevância estratégica no contexto da educação portuguesa, ao constituir uma resposta qualificada às necessidades de regularização profissional de docentes que já exercem funções”.
O responsável sublinha ainda que a ESE/UNIPS reforça, através desta iniciativa, “a sua missão institucional de formação de profissionais qualificados, comprometidos com a inovação pedagógica, a inclusão, a justiça social e o desenvolvimento sustentável da nossa sociedade”.
Segundo Pedro Felício, esta aposta permitirá não só reforçar a qualificação dos profissionais em exercício, como também contribuir para atenuar a falta de docentes em várias escolas da região e do País.